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Cuiabá cria fundo exclusivo para desastres e reforça atuação da Defesa Civil
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A Câmara Municipal aprovou, por 22 votos favoráveis, na sessão desta terça-feira (5), o projeto de lei encaminhado pela Prefeitura de Cuiabá que cria o Fundo Municipal de Proteção e Defesa Civil (FUMPDEC). A proposta institui um mecanismo financeiro específico para garantir recursos destinados a ações de prevenção, resposta e recuperação em situações de desastres no município.
Na prática, o fundo permitirá ao Executivo captar, gerir e aplicar verbas exclusivamente em medidas como atendimento emergencial, assistência às famílias afetadas, aquisição de insumos e execução de obras urgentes em áreas atingidas por eventos como alagamentos e desabamentos. A criação do FUMPDEC também atende a exigências legais que possibilitam ao município receber transferências diretas de recursos estaduais e federais para ações de Defesa Civil.
De acordo com a justificativa da proposta, o principal ganho está na agilidade. Com o fundo estruturado, a Prefeitura não precisará remanejar recursos de outras áreas em momentos de crise, o que costuma atrasar respostas emergenciais. O dinheiro passa a ficar previamente reservado e disponível para uso imediato, com destinação específica.
Outro ponto destacado é o fortalecimento da prevenção. Além de atuar no pós-desastre, o fundo permitirá investimentos em mapeamento de áreas de risco, obras de drenagem e implantação de sistemas de alerta, contribuindo para reduzir danos e salvar vidas antes mesmo da ocorrência de eventos críticos.
Com a aprovação, a gestão municipal reforça a estrutura da Defesa Civil como política permanente, voltada não apenas à resposta a emergências, mas também ao planejamento estratégico diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Cobertura vacinal contra gripe atinge apenas 20% e acende alerta em Várzea Grande
Mesmo com o início antecipado da campanha de vacinação contra a influenza, no final de março, Várzea Grande registra índices de cobertura vacinal abaixo do ideal. Até a manhã desta sexta-feira (8), apenas 20% do público prioritário havia sido imunizado, conforme dados do painel do Ministério da Saúde.
De acordo com o levantamento, o grupo prioritário no município é composto por 68.181 pessoas. No entanto, somente 13.639 doses foram aplicadas até o momento. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 100% de cobertura para garantir a chamada imunidade coletiva.
Fazem parte do público-alvo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, além de profissionais das forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e pessoas em situação de rua.
Entre os subgrupos, os dados apontam que há 25.834 crianças de 6 meses a menores de 6 anos aptas à vacinação. Já o público com mais de 60 anos ultrapassa 39 mil pessoas, sendo um dos mais vulneráveis às complicações da doença.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as vacinas contra a influenza têm papel fundamental na redução de hospitalizações, com eficácia entre 30% e 40% em adultos e podendo chegar a até 75% em crianças.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destaca que a antecipação da campanha teve como objetivo responder à circulação mais precoce do vírus no país, que já apresenta aumento de casos graves e pressiona a rede pública de saúde.
“Mesmo com estratégias de conscientização, busca ativa e vacinação volante, ainda enfrentamos resistência por parte do público-alvo”, afirmou.
Para ampliar a cobertura, equipes da Atenção Primária têm intensificado ações voltadas principalmente a idosos e crianças. O Projeto Saúde na Escola também atua na verificação das carteiras de vacinação, especialmente em creches. Crianças com vacinas em atraso recebem comunicados enviados aos responsáveis, orientando a atualização nas unidades de saúde.
A mobilização conta ainda com o trabalho contínuo dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que realizam visitas domiciliares e orientam a população sobre a importância da imunização.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta para o risco de agravamento das síndromes respiratórias, especialmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças pequenas e idosos. A combinação de alta circulação viral e queda de temperatura aumenta o risco de contágio e de internações.
“As vacinas continuam sendo a forma mais segura e eficaz de evitar surtos e casos graves. As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde, e manter o cartão de vacinação em dia é uma responsabilidade coletiva”, reforçou a secretária.
A liberação da vacina contra a influenza para o público em geral ainda depende de autorização do Ministério da Saúde, sem data definida até o momento.
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