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Duas propostas apresentadas pelo Governo do MT são aprovadas no Condel

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Carlos Fávaro e Carlos Avalone também participaram da audiência sobre a Lei Kandir no Senado Federal

Da Redação

 

Uma série de medidas foram aprovadas, nesta quarta-feira (27), para ampliar o acesso a crédito para empreendedores por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), administrado pelo Ministério da Integração Nacional. As mudanças foram definidas durante reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), em Brasília. O vice-governador Carlos Fávaro e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, participaram das discussões, representando o Estado.

Segundo Fávaro, duas medidas aprovadas foram propostas pelo Governo de Mato Grosso. “Uma refere-se ao aumento do limite de financiamento para capital de giro para micros, pequenas, médias e grandes empresas e outra beneficiará o setor pecuário, dobrando o limite de recursos para aquisição de bovinos, assim como de matrizes bovinas e ovinas, de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões”, explicou ele.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, também participou da reunião e discorreu sobre a medida que permite o financiamento da indústria de defesa com recursos do FCO. Segundo Avalone, existem duas indústrias da área de veículos para as Forças Armadas que  têm interesse em se instalar em Mato Grosso. “Com certeza, a procura dessas indústrias para se estabelecerem em  Mato Grosso já sofre influência dessa sinalização dos recursos advindos do FCO”, afirmou o gestor.

Entre outras medidas, também foram aprovadas a proposta de clarificar o apoio aos projetos que utilizem fontes alternativas de energia e a de equiparar os prazos de financiamento de custeio agropecuário associado a projetos de investimentos aos mesmos prazos concedidos ao capital de giro associado nas Linhas de Financiamento de Desenvolvimento Rural, do FCO Verde e de Integração Lavoura-Pecuária Floresta.

Durante a reunião, o vice-governador também apresentou a proposta do Governo de Mato Grosso para dispor 20% dos repasses anuais do FCO para  o Centro-Oeste às agências de fomento e cooperativas de crédito. De acordo com ele, a  proposta visa ampliar a oferta dos financiamentos por meio de outras instituições financeiras, aumentando a escolha dos beneficiados com os recursos. Essa proposta será avaliada na próxima reunião do Condel.

Lei Kandir

No período da tarde,  o vice-governador e o secretário de Desenvolvimento Econômico também participaram da segunda audiência que debateu a regulamentação da Lei Complementar 87/1996, no Senado Federal. Segundo Fávaro, Mato Grosso deixa de arrecadar por ano aproximadamente R$ 6 bilhões com a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das exportações, prevista pela Lei Kandir.

“O nosso estado recebe somente quando o Governo Federal pode e na quantidade que quer repassar, algo em torno de R$ 400 milhões. Isso é insustentável para economia de Mato Grosso. Por isso, é tão importante essa discussão no Senado e no Congresso Nacional”.

Fávaro lembrou que, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu prazo até 30 de novembro de 2017 para que o Congresso Nacional regulamente a Lei Kandir. Se até essa data não for aprovada uma norma com esse objetivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) ficará responsável por fazer os cálculos da compensação. Ele acredita que seja votado até novembro.

“O Congresso não pode perder essa oportunidade até pelo fato da crise política que o Brasil vive, crise de credibilidade dos nossos políticos. Para o parlamentar poder andar de cabeça erguida nas eleições de 2018, precisa dar respostas à sociedade. Parabenizo os membros dessa comissão que estão tratando desse tema de grande relevância para o país”.

A comissão teve como relator o senador por Mato Grosso Wellington Fagundes (PR-MT). Também participaram da reunião o senador José Medeiros, os deputados federais Nilson Leitão e Fábio Garcia, e o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM ), Neurilan Fraga.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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