Mato Grosso

PSDB: Um gigante adormecido com passado de glorias e presente de crise

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação.

Para quem já foi uma referência, o maior do estado, um dos maiores do Brasil, com lideranças que fizeram história na transformação da política nacional, com o fortalecimento da democracia, o PSDB do “Homem das Diretas Já”, Dante Martins de Oliveira, hoje passa por período de dificuldades, lembrando apenas do tempo áureo, quando o partido teve até o presidente da república, representando a sigla.

“Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB, fundado em 1988”.

Período em que o partido era um dos maiores do país, foi quando tinha ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o homem do “Plano Real”, um dos fundadores do PSDB, e o governador do estado de Mato Grosso, Dante Martins de Oliveira, nesta época, a hegemonia da sigla era incontestável.

“Mandatos entre os anos de 1995 até 2003”.

Foto: Divulgação.

Após este período, a sigla ainda teve alguns suspiros em Mato Grosso, quando o então deputado estadual, Wilson Santos foi eleito e reeleito prefeito de Cuiabá, porém a sua derrota na disputa pelo Governo do Estado, desencadeou no princípio da crise partidária.

O PSDB, que antes ocupava exclusivamente os lugares de protagonistas, passou por períodos de coadjuvantes e até de figurantes, e apenas quando o ex-governador, José Pedro Gonçalves Taques trocou de sigla, PDT pelo PSDB, em poucos meses depois, o partido voltaria a ter aumento de filiados na região, até que Wilson Santos, e boa parte dos filiados que disputaram as eleições municipais de 2016, receberam a resposta nas urnas, do resultado da gestão Pedro Taques, amargando derrotas encima de derrotas.

“Pessoas mais ligadas ao ex-deputado federal, Nilson Leitão já confirmam a sua debandada do ninho”.

Foto: PSDB

Mais uma vez, desencadeou a “debandada do ninho Tucano”, mesmo assim, hoje a sigla ainda conta com dois representantes na Assembleia Legislativa, o deputado Wilson Santos, que aproveitou a “corona” do ex-presidente da Casa, Guilherme Maluf e o suplente de deputado, Carlos Avallone, que assumiu o mandato, depois que o deputado eleito, Guilherme Maluf foi para o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Foto: Helder Faria

“Wilson Santos e Carlos Avallone foram salvos pela progressão de votos do ex-deputado Guilherme Maluf”.
A expressão dos votos das duas atuais maiores estrelas do partido, Wilson Santos e Carlos Avallone acedeu o sinal de alerta para todos filiados, que segundo informações de bastidores, estão exigindo mudanças e posicionamentos, para que nas próximas eleições, não venha acontecer, o que ocorreu nas eleições de 2020.

“Carlos Avallone ainda corre o risco de perder o mantado, já que foi cassado, devido investigações da Justiça, por supostas irregularidades de prática de caixa 2 e abuso de poder econômico nas eleições de 2018”.

“Para o vereador Renivaldo Nascimento infelizmente hoje, o integrantes do PSDB cabem em uma combi”.

Foto: assessoria câmara CBA

Na última eleição na capital, os papeis de protagonistas foram dominados por Emanuel Pinheiro do MDB, e o ex-vereador Abílio Júnior (PODE), naquela disputa, o PSDB, não conseguiu nem o “papel de figurante”, deixando apenas para a história os períodos de protagonistas.

Desta forma, ou o PSDB consegue reestruturar totalmente as suas diretrizes, com novos projetos e objetivos, para ter um presente estruturado, com um futuro promissor, ou se contenta em viver do passado, relembrado e contando as histórias de Dante Martins de Oliveira juntamente com Fernando Henrique Cardoso, “O tempo bom que não volta mais”?

Foto: saviobarbosa

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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