Mato Grosso
Kalil recebe senadores Jayme e Wellington e assegura mais de R$16 milhões em emendas
Mato Grosso
Da Redação.
Demonstrando relação institucional com todos os parlamentares federais, sejam senadores ou deputados federais, o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, recebeu em audiência os senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos para traçar uma série de estratégias de atuação visando obras e ações para fomentar o desenvolvimento local e preparar a segunda maior cidade de Mato Grosso para um novo momento proporcionado pelo crescimento econômico decorrentes do agronegócio.
Várzea Grande foi contemplado com outros R$ 16 milhões em emendas parlamentares, sendo R$ 11 milhões já depositados para a área de saúde de autoria do senador Jayme Campos e outros R$ 5 milhões do senador Wellington Fagundes para obras de pavimentação e drenagem com galerias pluviais.
“É sempre importante ter uma boa relação com todos os parlamentares, sejam senadores, deputados federais e estaduais, além do governador do Estado, para que os benefícios sejam carreados para Várzea Grande, contemplando as necessidades por obras e medidas de impacto que permitam aquecer a economia local, gerando emprego e renda”, disse o prefeito Kalil Baracat.
Os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes sinalizaram como importante ao prefeito Kalil Baracat colocar em prática projetos que assegurem a Várzea Grande atender as demandas decorrentes do crescimento económicos com formação de mão de obra técnica e profissional além de receber empresas e indústrias decorrentes do Parque Tecnológico que tem que se tornar realidade.
“Acredito em projetos como ampliação e melhoria da Orla da Alameda, novos corredores comerciais e inclusive com a cobrança da Rota Oeste para a duplicação, os trevos e três viadutos que cortam a Rodovia dos Imigrantes”, disse o senador Wellington Fagundes.
Já para Jayme Campos, as obras estruturantes como um anel viário permitindo a integração da Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Mário Andreazza, Avenida Júlio Campos, com as saídas para o Norte e Sul de Mato Grosso e do Brasil, permitirá a instalação de um novo Distrito Industrial, mais moderno, eficiente e principalmente volta para as necessidades de Várzea Grande e do agronegócio e as empresas e indústrias que se instalaram por aqui.
Enquanto gestor municipal, Kalil Baracat, relatou que está focado em duas questões prioritárias, mas sem descuidar das demais, que são a questão da água e a necessidade de ampliar o leque de obras que já tem em andamento as obras de uma nova Estação de Tratamento e Abastecimento (ETA) de 26 milhões de litros de água por dia que se somará com outros duas ETAs de mesma capacidade e outra de 2.592 milhões, o que soma 80 milhões de litros dia ou quase 30 bilhões de litros de água por ano.
Segundo o secretário de Assuntos Estratégicos, Gonçalo Barros, “este montante atende cada um dos quase 300 mil cidadãos de Várzea Grande com mais de 400 litros de água por dia, quando a necessidade segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde seria de 100 até 150 litros dias, dependendo da região do mundo quando a sua temperatura, portanto, além de resolvermos o problema da água, temos que encontrar solução para a perda que oscila entre 50% até 68% de tudo que é produzido, então iremos enfrentar o problema da água com hidrometração, para medir consumo de todos os consumidores, novas redes de captação e distribuição e a inadimplência de consumidores que mesmo com medições não pagam suas contas”, disse o secretário.
Segundo ele e o prefeito, a ideia é resolver os problemas em definitivo e não mais paliativos, mas a população tem que ajudar e cumprir sua parte, pois o desvio prejudica a rede toda e dos demais consumidores e a inadimplência inviabiliza a empresa por completo que não consegue então fazer os investimentos necessários e de rotina para melhorar o atendimento para a própria população.
Foto: Assessoria
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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