Mato Grosso
Emanuel diz que vacinação deverá começar na quarta-feira dia 20
Mato Grosso
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro esteve reunido hoje pela manhã, em uma reunião virtual com 130 participantes, através de videoconferência, para discutir sobre a vacinação contra o covid-19.
Durante a reunião, o prefeito Emanuel informou que Eduardo Pazuello, ministro da saúde, disse que a liberação da vacina depende da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e que provavelmente a vacina estará liberada até dia 20 de janeiro, com a previsão de ter 8 milhões de doses somente neste mês.
Eduardo informou que não se sabe quantas doses serão encaminhadas para cada cidade, mais ressaltou que a vacinação deve começar com os idosos com mais de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas com deficiência, profissionais da educação.
Nos últimos dias, o ministro Eduardo Pazuello vinha evitando dar datas para o início da vacinação, chegando a dizer, que foi alvo de críticas, que a estratégia começaria “no dia D” e “na hora H”.
Já em outros momentos, o ministro vinha citando três possibilidades para iniciar a campanha. A primeira, tinha como “melhor hipótese”, 20 de janeiro. Já a segunda, entre essa data e 10 de fevereiro, e a pior hipótese, após 10 de fevereiro.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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