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Janot refuta ataque de conselheiro e diz que é o custo de enfrentar a corrupção

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Mato Grosso

Da Redação: Pedro Ribeiro e Laerte Lannes

Reportagem Especial

 

Em tom de desabafo ao se despedir da PGR, o ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot, refutou o conselheiro afastado do TCE de Mato Grosso Antônio Joaquim, é disse que é o custo para enfrentar a corrupção.

A resposta foi um rebate a todos que o atacaram nas últimas semanas – incluindo Joaquim – depois que ele fez centenas de denuncias contra políticos e agentes públicos envolvidos em corrupção. Segundo Janot, ele sofreu diversos ataques dos membros das quadrilhas organizadas em dilapidar o patrimônio público brasileiro.

No caso de Mato Grosso, o ex-Procurador Geral denunciou Joaquim e outros conselheiros, Sérgio Ricardo, Valdir Teiss, José Carlos Novelli e Valter Albano, pelos crimes de corrupção/extorsão, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e contra a ordem tributária.

A denuncia/tese do ex-Procurador Geral foi aceita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Luiz Fux, e afastou os conselheiros da função no TCE de Mato Grosso. O ministro determinou também – a pedido de Janot – busca e apreensão nas residências dos conselheiros e nos gabinetes, na sede do TCE. Em rebate a Antônio Joaquim e a outros acusados de corrupção em todo o país, Janot afirmou “que na sua jornada, que não poucas vezes pareceu inglória, tive toda sorte de ataques”, disse.

Ele lamentou o desespero dos denunciados e disse: “Resigno a meu destino, porque mesmo antes de começar sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção cimentado por anos de impunidade e de descaso”, acrescentou. Ao atacar Janot, o conselheiro afastado do TCE se nutriu do desdém, do deboche e da indiferença, sem dar uma resposta de maneira clara, objetiva e concisa sobre as suspeitas das falcatruas. 

Na acusação de Janot contra o conselheiro, há questionamentos sobre a elevação patrimonial e crimes denunciados na delação pelo ex-governador Silval Barbosa.

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Mato Grosso

Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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