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Presidente da Câmara quer ampliar medidas de combate à violência contra mulher

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Da Redação

O Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), recebeu na presidência, o advogado Dr. Jonatas Peixoto, que apresentou pautas de combate a violência contra mulher e ao feminicídio. 
O Criminalista nos últimos anos abraçou causas e projetos com foco na redução do feminicídio com base na valorização da “Lei Maria Da Penha”. 
“As medidas de proteção/medidas protetivas servem em tese justamente para proteger as vítimas e reprimir os agressores. Ocorre, que no dia a dia, isto não acontece, pois, a mulher está a mercê de seu parceiro violento. A Lei Maria da foi criada para dar proteção a essas mulheres vítimas. “Mas se por um lado é aplicada com eficácia, por outro falham os órgãos competentes para executá-las , esta é uma das pautas que queremos ampliar  o conhecimento dos parlamentares”, enfatiza Peixoto.
Dr. Jonatas entende que a câmara é um ponto de apoio da população e que medidas podem ser tomadas para estancar problemas, principalmente na conscientização das mulheres que estão em eminente situação de violência. 
O Presidente da Câmara agradeceu a visita do Dr. Peixoto e dispôs abrir a porta do parlamento em defesa das mulheres de Cuiabá. 
“Sem duvida a Câmara dará continuidade em debater temas como este e principalmente em sugerir leis e fiscalizar ações de combate à violência”, disse Juca do Guaraná. 
Saiba Mais : 
O Brasil é um dos países em que mais se matam mulheres no mundo. E o estado de MATO GROSSO não é uma exceção: segundo a Superintendência de Observatório de Violência da SESP/MT houve um aumento de 42% no número de feminicidios em 2020, em relação ao ano de 2019.
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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