Mato Grosso
Servidores municipais do grupo de risco continuam em home office até o dia 28 de fevereiro
Mato Grosso
Da Redação.
O Decreto nº 8.305 definiu a prorrogação do home office para os servidores municipais integrantes do grupo de risco. De acordo com o documento assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, esse público continuará exercendo suas atribuições via teletrabalho até o dia 28 de fevereiro.
O decreto destaca que fazem parte desse grupo as servidoras grávidas ou lactantes, acima dos 60 anos de idade, imunodeprimidos e/ou portadores de doenças crônicas, mediante a apresentação de laudo médico. A medida visa minimizar os riscos de contaminação a essas pessoas que, conforme apontado pelas entidades de saúde, são mais suscetíveis à infecção do novo coronavírus (Covid-19).
A volta ao trabalho presencial para os demais servidores da Prefeitura de Cuiabá foi estabelecido pelo Decreto nº 8.147, editado no dia 13 de outubro de 2020. A normativa fixou que o retorno deveria acontecer acompanhado da adoção de uma série de medidas de biossegurança como: distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas; uso obrigatório de máscaras de proteção; oferta permanente de álcool em gel 70%.
“Seguimos aplicando aquilo que é necessário para resguardar a população cuiabana. Nossas medidas são tomadas a partir de muito estudo técnico feito pelo Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus, que toma como base as recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e demais entidades de saúde pública. É dessa forma, com responsabilidade e colaboração de todos, que vamos vencer essa luta”, comenta o prefeito.
Foto: Assessoria.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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