Mato Grosso

“União entre os poderes MDB”: Juca do Guaraná é eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O MDB se mostra o partido mais forte na capital do estado de Mato Grosso, garantindo os dois chefes, tanto do poder executivo, com o prefeito Emanuel Pinheiro, quanto do legislativo, com o vereador e presidente eleito, Juca do Guaraná, que irá comanda a Casa de Leis, pelos próximos dois anos.

Há cerca de dez dias, foi anunciado na imprensa, que o vereador Juca do Guaraná teria conseguido reunir o apoio de 14 vereadores, para formar o seu grupo, com objetivo de vencer a disputa pela Mesa Diretora.

Porém, informações do “canto do Aracuã” apontavam que muitos que apareceram na foto, divulgadas pela imprensa, não compactuavam de forma homogenia das decisões do grupo, e que a Secretaria de Obras do município de Cuiabá, teve muito trabalho para aparar as arestas, amenizar as diferenças, rusgas, teimosia e ganancia.

Pelo que tudo indica, os trabalhos realizados pelo Secretaria Municipal de Obras não só apararam as arestas, como fez drenagem, terraplanagem e pavimentação, já o vereador Juca do Guaraná foi eleito presidente com 18 dos 25 votos.

“Juca do Guaraná segue para o seu terceiro mandato consecutivo de vereador, sendo eleito pela primeira vez, presidente da Casa de Leis”.

Seu adversário foi o vereador mais bem votado em Cuiabá, Diego Guimarães (Cidadania) que até na semana passada, contava com o apoio de sete parlamentares, porém, ainda tinha a expectativa de uma reviravolta, já que muitos vereadores foram eleitos na base de Abílio Júnior, candidato da oposição ao prefeito reeleito, Emanuel Pinheiro.

Mesmo com a derrota pela disputa da Mesa, o grupo composto pelo vereador Diego Guimarães mostrou que está homogêneo, e com uma oposição que cresceu desde a última legislatura, que dará trabalho para a base aliada, são ao todo sete vereadores, entre veteranos e novatos, que não vão permitir, que a Câmara seja utilizada apenas com um “puxadinho” da Prefeitura.

Vereadores da base de Juca do Guaraná:

Adevair Cabral

Demilson Nogueira

Didimo Vovô

Eduardo Magalhães

Lilo Pinheiro

Chico 2000

Pastor Jeferson Siqueira

Sargento Joelson

José Cezar Nascimento

Cássio Coelho

Luis Fernando Guimarães Amorim

Marcrean dos Santos

Marcos Brito

Mário Nadaf

Paulo Henrique Figueiredo

Renivaldo Nascimento

Wilson Kero Kero

Vereadores da base de Diego Guimarães:

Dilemário Alencar

Edna Sampaio

Sargento Vidal

Coronel Paccola

Michelly Alencar

Rodrigo Oliveira

 

Foto: CâmaraCBA

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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