Mato Grosso

Governador autoriza compra de mais 400 máquinas para a Agricultura Familiar

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes autorizou a aquisição de mais 400 equipamentos para auxiliar a Agricultura Familiar de Mato Grosso.

A assinatura do convênio ocorreu na manhã desta quarta-feira (30.12), junto do deputado federal Neri Geller e dos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Silvano Amaral (Agricultura Familiar).

Dos 400 maquinários, 280 serão adquiridos com recursos do Governo de Mato Grosso e os outros 120 por meio de emendas dos deputados federais Neri Geller, Carlos Bezerra, Rosa Neide e Juarez Costa. Serão investidos mais de R$ 36 milhões nas aquisições.

De acordo com o governador Mauro Mendes, as máquinas agrícolas vão beneficiar agricultores de todos os 141 municípios.

“É o maior programa da história de Mato Grosso para compra de máquinas. Os equipamentos vão chegar logo logo para ajudar a fortalecer a Agricultura Familiar do nosso estado”, afirmou.

O secretário Silvano Amaral destacou que essa ação vai ajudar os pequenos agricultores a desenvolver mais “quantidade e qualidade” na produção, gerando emprego e renda.

“Esses investimentos estão focados em mecanização e tecnologia, que visam ajudar o pequeno produtor a ter mais produção em quantidade e qualidade. Assim ele tem condições de continuar na roça, gerar mais renda e emprego. Consequentemente vai ter mais qualidade de vida e dignidade para sua família”, pontuou.

Foto por: Michel Alvim

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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