Mato Grosso
“Gestão Misael Galvão”: 431 servidores exonerados pela Câmara surpreende população de Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Com o peso da derrota da maioria dos vereadores desta legislatura, que se finaliza no próximo dia 31 de dezembro de 2020, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão (PTB), iniciou o processo de exoneração dos 431 servidores comissionados.
A notícia tomou conta da cidade, por vários fatores, entre eles, a quantidade de servidores comissionados, sem falar do número servidores por gabinetes, que neste caso, são 431 servidores, divididos por 25 gabinetes, mais de 17 pessoas nomeadas, recebendo, para supostamente trabalhar, em função das atividades legislativas de um vereador.

Foto: Câmara CBA
“Número de servidores não condiz, com o espaço existente no prédio da Câmara Municipal de Cuiabá, onde estava tanta gente”?
“Essas demissões são naturais ao final de cada gestão. Cada servidor deste contribuiu com a Casa no período em que permanecer aqui”, disse o presidente do Parlamento Municipal, vereador Misael Galvão (PTB), que ressalta que todos os servidores exonerados receberão a rescisão.
Os números de servidores, como também de gastos e regalias mantidas pela Câmara Municipal geraram muitos debates nos últimos anos, que vai desde os recursos como Verba Indenizatória, passando por aluguel de veículos para cada gabinete, mesmo os vereadores tendo seus carros, até nas aquisições de refeições.
Para aqueles que aproveitaram das regalias proporcionadas por essa legislatura, o período deve ter passado rápido, por outro lado, para a população cuiabana, o sonho de ver trabalhos desenvolvidos pelos vereadores, na sua maioria, tinha se transformado em um verdadeiro enredo de filme de terror, que está chegando ao final, dando lugar a mais uma expectativa de dias melhores.
Com mais uma renovação histórica, na casa de 60%, a esperança de dias melhores volta a pairar na Capital do Estado. A população fez a parte dela, ao utilizar dos seus votos, para retirar da Câmara, pessoas que não representavam o povo, resta saber se os “novatos” terão condições de sobressair as “experiências” dos veteranos.
Hoje, a Casa de Leis cuiabana ainda vive um embate, que é a disputa da presidência da Mesa, que entre a oposição, base e centrão, vários nomes vão despontando, todos com intenção de ocupar o lugar que será deixado por Misael Galvão.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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