Esporte
Brasil perde da Itália no tie-break e sofre 1ª derrota na Copa dos Campeões
Esporte
Seleção chegou a estar vencendo por 2 sets a 1, mas não conseguiu manter o ritm
Da Redação
Na reedição da final olímpica dos Jogos do Rio, a seleção brasileira masculina de vôleinão conseguiu repetir o resultado que lhe rendeu a medalha de ouro no ano passado. Nesta quarta-feira, a equipe sofreu a sua primeira derrota na Copa dos Campeões ao perder para a Itália por 3 sets a 2, com parciais de 15/25, 27/25, 27/25, 18/25 e 15/12, em Nagoya.
A seleção brasileira havia estreado na Copa dos Campeões com uma vitória por 3 a 0 sobre a França, na última segunda-feira, mas agora sofreu o seu primeiro revés. A equipe dirigida por Renan Dal Zotto vai buscar a reabilitação na próxima sexta-feira, às 0h40 (horário de Brasília), diante do Irã.
Wallace foi o principal destaque do Brasil na partida com 19 pontos, enquanto Ricardo Lucarelli marcou 17. O italiano Luca Vettori foi o maior pontuador da partida com 27 acertos. Já Filippo fechou o jogo com 21 pontos para a Itália.
A dificuldade de um jogo disputado em cinco sets não apareceu para a seleção brasileira no primeiro. Com bom desempenho no saque e ótimas atuações de Wallace e Lucarelli, a equipe fechou a parcial inicial em 25/15. A segunda parcial foi disputada ponto a ponto. Mas alguns erros na recepção acabaram sendo determinantes para a derrota por 27/25.
O terceiro set foi disputado em ritmo parecido e novamente a seleção brasileira acabou sendo derrotada, mesmo após estar em vantagem de 23/22, perdendo mais uma vez por 27/25. Na quarta parcial, o Brasil reagiu. Após dificuldades no início do set, a equipe se impôs, abriu vantagem de 21/16 e acabou triunfando por confortáveis 25/18.
O triunfo empatou o jogo e forçou a realização do tie-break. A disputa foi bastante equilibrada, mas a Itália esteve quase sempre à frente e contou com o ataque mais eficiente. Assim, acabou triunfando por 15/12, fechando a partida em 3 a 2 diante de uma seleção brasileira inconstante.
Em outro jogo já encerrado pela segunda rodada da Copa dos Campeões nesta quarta-feira, o Irã obteve o seu segundo triunfo ao superar de virada os Estados Unidos por 3 a 2 (20/25, 17/25, 27/25, 25/21 e 15/12).
Fonte: Estadão Conteúdo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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