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Faltando dois anos, Justiça já começa o trabalho de renovação na Assembleia

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Da Redação.

Carlos Avalone (PSDB), Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), Elizeu Nascimento (DC) e Romoaldo Júnior (MDB), quatro deputados que podem ter o mesmo destino, com os dias contados na Assembleia Legislativa, porque estão sendo investigados por atividades que caracterizam atos ilícitos.

Durante esta semana, várias notícias tomaram conta da imprensa com os nomes dos deputados, que vai desde Operação da Polícia Federal, denominada de “Chapéu de Palha”, envolvendo Nininho e Romoaldo.

Por outro lado, ainda teve notícias como do deputado Carlos Avalone, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o mandato do deputado, que foi acusado, investigado e julgado por captação ilícita de recursos e abuso de poder econômico nas eleições de 2018, o popular “caixa 2”.

Para surpresas de muitos, até o deputado Elizeu Nascimento (DC) corre o risco de ficar inelegível, o que direta e indiretamente pode comprometer as suas intenções, para uma eventual candidatura a reeleição, como aconteceu com o vereador Clebinho Borges, que era suplente de Elizeu na Câmara Municipal e não foi reeleito. Eles foram denunciados ao Ministério Público, por fraude nas cotas de gêneros, nas eleições de 2016.

Pelo que tudo indica, as atividades que são consideradas ilícitas está comprometendo os projetos políticos dos deputados, lembrando que Romoaldo Júnior e Carlos Avalone já não conseguiram votos suficientes para se eleger, ficaram de suplente.

Com a possível inelegibilidade do deputado Elizeu Nascimento, e as iminentes condenações de Nininho, Romoaldo Júnior e Carlos Avalone, diretamente mais quatro vagas poderão surgir na Assembleia Legislativa, sem contar com aqueles deputados que irão disputar outros cargos, como de deputado federal, senador, governador e vice-governador.

Foto: Ilustrativa

Se na última eleição a renovação na Assembleia Legislativa já tinha alcançado resultado recorde, para a eleição de 2022, é esperado ainda mais, já que ajustiça está fazendo a parte dela, cabe aos eleitores realizarem uma avaliações criteriosa, referente aqueles deputados que de fato, exerceram um mandato trabalhando para o povo, e não apenas em benefício próprio.

 

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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