Mato Grosso
“Mumm-ra” e Bezerra algo em comum: a busca eterna pelo poder
Mato Grosso
Da Redação
Com uma forma de múmia decadente, muitos subestimam o ser Mumm-ra, puro engano, quando se trata de missão da busca pelo poder eterno na política, quem é das décadas de 80 e 90, assistiram o desenho animado Thundercats ouviram muito a frase:
“Antigos espíritos do mau, transforme esta forma decadente em Mumm-ra, o de vida eterna, nada conseguirá deter a força vingadora de Mumm-ra”.

Assim, o ser representado pela forma de uma múmia frágil, invocava as forças dos espíritos e se transformava em um guerreiro, praticamente imbatível.
Agindo sempre com estratégias para conseguir o poder, no desenho representado pelo “Olho de Tandera”, Mumm-ra era capaz de tudo, no meio cenário da política mato-grossense, existem políticos com várias alcunhas, mas nada com tantas característica que podem ser consideradas semelhantes quanto desses dois.

Desde quando deixou o cargo de Governador do Estado de Mato Grosso, na década de 90, período que até a mudança capital foi cogitada, já que de Rondonópolis que as diretrizes do governador na sua maioria era despachada, que o político Carlos Bezerra se eternizou na presidência do Partido MDB, que também já foi chamado de PMDB, ou simplesmente “partido do Bezerrão”.
Coincidência ou não, as estratégias do “eterno” presidente do MDB, ao longo dos anos na vida pública, foi sempre se manter em comunhão com aqueles que detém o poder.
Há cerca de 20 anos de história política em Mato Grosso, desde a primeira eleição do ex-governador Blairo Maggi, nos dois mandatos, que a “garupa” tem sido o principal meio de manutenção de “Mumm-ra” no poder público.

Com estratégias semelhante ao oportunismo, “Mumm-ra” também permaneceu nos mandatos do ex-governador Silval Barbosa. Para que achava que ele ia liderar a oposição no governo de José Pedro Gonçalves Taques, que teceu duras críticas na gestão de Silval, se enganou, a reviravolta foi realizada e mais uma vez, “Mumm-ra” conseguiu fazer parte do grupo que detinha o poder.


Neste ano, com as disputas das eleições municipais, “Mumm-ra” estava indo até bem na perpetuação do “Poder”, com lutas, disputas e conquistas em várias regiões do Estado, mas pelo que tudo indica, não contava com a vitória de Emanuel Pinheiro, em Cuiabá, já que ficou nítida a “omissão” ou “inviabilidade” de apoio, de boa parte do grupo político do MDB, na eleição na Capital.

Foto: Davi Vale
Segundo informações de bastidores, “Mumm-ra” teria se arrependido de ter menosprezado o potencial de Emanuel Pinheiro, e com uma estratégia de “estamos todos no mesmo barco”, com intenção mais uma de fazer parte da gestão municipal, tentou se aproximar do prefeito eleito, que teria devolvido ao “Mumm-ra” o mesmo menosprezo que recebeu durante a campanha.

Foto: João Vieira/Gazeta Digital
Relatos de bastidores apontam que “Mumm-ra” teria ficado furioso com a represália de Emanuel Pinheiro e falou:
“Nada conseguirá deter a força vingadora de Mumm-ra”.
Assim, “Mumm-ra” teria protagonizado a reunião dos prefeitos do MDB, com o governador Mauro Mendes (DEM), no Palácio Paiaguas, onde não teria perdido a oportunidade de fazer o convite, para o governador ingressar na sigla (MDB), já que a saída de Emanuel Pinheiro estaria com os dias contados.

Foto: Christiano Antonucci/Secom
Pelo que tudo indica, “Mumm-ra” não contava com o poder do “Olho de Tandera” do governador, vem fazendo uma gestão com formato inovador, atendendo o social, com pagamentos em dia, tirando o passado o ensinamento para não errar no presente e futuro, assim a velha política se esbarrou na “visão de longo alcance do olho de tandera”.
Será que é fim para o suposto ser de vida eterna pública “Mumm-ra”?
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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