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Governador sanciona lei de diretrizes orçamentárias para 2021

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Da Redação

A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO/2021 (nº 11.241), foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Mauro Mendes nesta quarta-feira (04.11), conforme publicação no Diário Oficial do Estado.  A lei dará as diretrizes para elaboração da proposta orçamentária para o próximo ano.

Com a sanção da lei, os deputados vão trabalhar na análise dos valores do orçamento estipulados para os Poderes. A LDO 2021 direcionará a análise e a proposição de emendas ao projeto de lei orçamentária do próximo exercício financeiro, já em tramitação na Assembleia Legislativa.

A LDO é elaborada anualmente pela equipe da Secretaria Adjunta do Orçamento Estadual (SAOR), da Secretaria de Fazenda. O destaque desta lei é que ela representa um conjunto de diretrizes que mostram com clareza como as contas públicas do Estado deverão ser norteadas e executadas. Sobretudo, como deverão ser acompanhadas e quais são as metas fiscais para 2021, além de retratar esta nova fase das contas públicas do Estado.

Foi inserida também na lei algumas inclusões e alterações que são relevantes, como um capítulo específico da política fiscal. Portanto, aprovadas as ações orçamentárias prioritárias do Estado, e que já fazem parte de todo o Programa de Investimento o Mais MT, com algumas ações já contemplando aquilo que foi lançado pelo Governo.

Segundo Ricardo Capistrano, secretário adjunto de Orçamento da Sefaz, o objetivo é justamente fazer uma Lei que tivesse coerência com essa política fiscal. “O planejamento fiscal que foi definido, por meio de uma lei enxuta, com regras claras, e que também não crie discussões que não tenham fundamento legal”, explica ele.

Por meio do Boletim Fiscal que passará a ser publicado a partir de março de 2021, os Poderes, órgãos e, principalmente, a sociedade mato-grossense terão acesso a transparência da gestão fiscal. Nos anos anteriores havia o Boletim Fiscal, mas não era institucionalizado na LDO como um item obrigatório de publicação.  

Ricardo Capistrano considera um avanço para efeito de transparência na gestão fiscal a publicação do Boletim, que será utilizado como documento formal e devidamente aprovado na Lei de Diretriz Orçamentária, evidenciando a evolução das contas públicas ao longo de 2021.

As regras que foram estabelecidas na Lei têm implicação na execução dos programas governamentais. Regras na execução de obras, por exemplo, não devem iniciar obras até que se tenha orçamento suficiente para a execução. Ou até mesmo terminar aquelas obras paradas, desde que tenha condições judiciais e técnicas para fazer.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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