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Sonegação: Revelações provocam debandada de apoiadores da campanha de Flávio

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação.

Lideranças políticas, sociais e candidatos a vereadores, ao descobrirem os problemas que envolvem, Flávio Vargas candidato a prefeito de Várzea Grande, e o seu coordenador de campanha, Tião da Zaeli estão deixando o grupo de apoio e seguindo uma disputa independente.

Após várias notícias, que tomaram conta da imprensa regional e estadual, revelando as dezenas de processos de sonegação de impostos, que envolvem o nome do candidato Flávio Vargas, muitos estão preferindo seguir outro caminho, já que o candidato não é aquilo que eles imaginavam.

“R$ 98 milhões de sonegação de impostos, valor que está sendo investigado pela Justiça”.

Foto: Divulgação

Além das investigações por sonegação, a decepção popular agrava com a revelação das condutas de algumas pessoas que arrodeiam, coordenam, comando a campanha do candidato Flávio.

Para os eleitores, as pessoas que estão coordenando a campanha, são aquelas que irão comandar na administração, mas como essas pessoas não possuem uma reputação ilibada, digna, honesta, e muito menos límpida, não apresentam o perfil exigido pela maioria da população de Várzea Grande.

Desta forma, pessoas como o candidato a vereador, Joelson Muller já utilizou das suas redes sociais para informar a população, que não faz mais parte do grupo de apoio da candidatura de Flávio Vargas.

Foto: Reprodução.

“Eu não posso apoiar uma pessoa que tem como coordenador Tião da Zaeli, que já foi vice-prefeito e prefeito, quando não fez uma boa administração e ainda abandonou o povo de Várzea Grande, deixando a cidade nas mãos de pessoas que só fizeram acabar com o município”, ressaltou Joelson.

Assim como este candidato que agora segue na disputa solitário, “antes só do que mal acompanhado”, muitas lideranças que declararam apoio ao candidato, Flávio Vargas estão buscando outros caminhos.

Isso mostra que os reflexos de Tião da Zaeli, como também dos processos que investigam os supostos esquemas de sonegação de impostos R$ 98 milhões, estão interferindo diretamente na opinião popular, referente a escolha ou não de Flávio Vargas para prefeito.

Foto: Divulgação

Entre os principais questionamentos estão:

Se Flávio Vargas não paga impostos, como ele vai cobrar do povo?

Será que o principal projeto de Flávio é a “sonegação” de impostos para todos?

 Tião da Zaeli, coordenador de campanha, terá lugar na gestão?

É essa mudança que o povo de Várzea Grande merece?

Isso mostra que na verdade, nem tudo que dizem é verdade.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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