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Benefícios fiscais e “Reforma Tributária e Previdenciária”

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Por: Ederaldo Lima

É interessante observar como novamente o Governo está se perdendo na angústia de arrecadar, há algum tempo acompanha – se uma série de mudanças em normas e leis, a que estão dando o nome de “Reformas”.

Um dos pontos importantes do que se discute atualmente na reforma tributária e previdenciária, é a questão dos benefícios tributários dados a alguns setores da economia, tais benefícios que pode se citar como exemplo a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), e o Refis a que chamam de Programa Especial de Regularização Tributária (PERT).

A CPRB juntamente com Microempreendedor Individual (MEI) foi os maiores erros previdenciário do Governo nos últimos 10 anos, como um contribuinte paga R$ 52,85 no MEI e tem o mesmo direito de um contribuinte individual que paga R$ 187,40, em ambos as situações se precisarem recorrer aos auxílios previstos do INSS terão o mesmo direito de 01 salário mínimo, um absurdo. Com isto pode-se notar e acompanhar a quantidade de MEI no Brasil, que já inclusive superou a quantidade de ME e EPP que são modalidades similares a estas.

Já não bastasse este absurdo em 2011, o Congresso Nacional e a então Presidente aprova a CPRB através da Lei 12.546/2011, isto ajudou ainda mais a afundar o barco da previdência, além de tudo há de se observar que a lei beneficiou alguns setores e não todos, novamente criando discrepância. Com a lei o Governo fez renúncia de arrecadação, talvez pensando a curto prazo, no movimento Copa do Mundo de futebol 2014, pois os maiores beneficiados foram às construtoras, mas não se mediu o rombo disto para o Estado com um todo a longo prazo.

O que coloca a sociedade em ponto de alerta sobre esta situação é o que aconteceu nestes últimos dois meses, primeiro o Governo editou a MP 774/2017 dando fim a este ciclo de renúncia fiscal pela CPRB que é muito mais vantajoso do que o recolhimento direto pela folha de pagamento e ontem após muita pressão voltou atrás e editou e publicou a MP 794/2017 que revoga a MP 774, mostrando com isto infelizmente não ter força para se impor e levar a economia ao crescimento, esta preso aos interesses de grupos e por não ter prestígio da sociedade não tem como se defender, deixando o barco novamente afundar ainda mais.

Outra situação bem conflituosa é o PERT da MP 783/2017, o Governo está buscando arrecadar, mesmo dando descontos de pai para filho, você compra um apartamento e passa 10 anos sem pagar e a construtora te cobra depois sem multas e juros, é isto que o Governo está fazendo e ainda há uma promessa e sussurros de prorrogação do programa para que mais pessoas façam a adesão, outro absurdo tributário.

Pode se perguntar, e como fica o contribuinte que paga seus impostos em dias? Este então deveria ter desconto nos seus tributos, como o comércio faz pelo pagamento em dias, ai sim teríamos uma balança equilibrada para a sociedade.

Outro questionamento importante é se é tão necessário fazer as reformas, cobrar mais do contribuinte pessoa física ou pessoa jurídica sem ajustar estes pontos soltos, porque não ajustar estes itens antes e não ceder às pressões.

Os ajustes todos que estão sendo feitos através das Reformas são importantes, mas não adianta fazer as reformas e ter leis ou programas alternativos que deixem brechas e tragam prejuízos aos cofres públicos, é preciso que seja feito uma lei pra todos como a Constituição Federal prevê, não criando benefícios para determinados grupos ou ainda empresas especificas, afinal somos um único país chamado Brasil.

 

Ederaldo Lima, Mestrando em Ciências Contábeis e Professor da UFMT.

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Operação mira deputado Elizeu Nascimento e vereador Cezinha Nascimento por suspeita de desvio de emendas em MT

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), que são irmãos, foram alvos de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (30), sob suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A ação de busca e apreensão é conduzida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco). Além dos parlamentares, também foram cumpridas medidas contra servidores públicos e outros investigados, por determinação da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte.

De acordo com as investigações, emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace) teriam sido desviadas. O esquema, segundo o MP, funcionaria com o repasse dos recursos para a empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolveria parte dos valores aos parlamentares responsáveis pelas indicações.

Em nota, o deputado Elizeu Nascimento informou que acompanha o caso e que sua defesa ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo. Ele afirmou ainda que recebeu os agentes em sua residência e colaborou com as diligências. Até o momento, a defesa do vereador não foi localizada.

O caso se soma a outras investigações recentes envolvendo emendas parlamentares em Cuiabá. Em janeiro deste ano, o vereador Chico 2000 foi afastado do cargo após apuração apontar o repasse de mais de R$ 3 milhões ao Ibrace entre 2023 e 2025. Segundo a Polícia Civil, parte do recurso, que seria destinada à realização de corridas de rua, teria sido desviada para outras finalidades, incluindo a reforma de um imóvel.

Essa apuração integrou a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.



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