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​​​​​​​Deputado: “é triste ver os profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19 não sendo reconhecidos”

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Da Redação.

O deputado Ulysses Moraes apoiou a aprovação do Projeto de Lei Complementar 39/2020, que dá auxílio aos servidores da saúde de Mato Grosso, mas deixou claro o seu pesar, porque a maior verba foi aprovada para a diretoria dos hospitais e não para os profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19.  O parlamentar ainda destacou que é triste que o governo de Mato Grosso mais uma vez dê privilégios aos seus próximos e não para aqueles que estão correndo risco de vida com o vírus.

“Deixo meu pesar àqueles que estão à frente do combate e que estão sendo menos reconhecidos. Estamos falando daqueles que estão sendo literalmente expostos ao vírus,  que estão sendo mais afastados e que estão colocando suas vidas e famílias em risco para salvar a vida do outro. Até quando o governador vai governar apenas para o seu grupo? Quando vai começar a governar de fato para o cidadão de Mato Grosso?”, disse Moraes.

O PLC 39/2020 institui a verba extraordinária de combate à Covid-19 aos profissionais da saúde. Esse benefício será pago mensalmente pelo restante do prazo que perdurar o estado de calamidade pública. Contudo, o deputado ressalta que a conquista desse projeto se deve aos deputados estaduais e não ao governo do estado, porque isso foi uma demanda que o Parlamento levou ao Executivo.

Entretanto, a proposta que veio do governo de Mato Grosso institui verbas maiores aos cargos de diretoria. O assessor chefe e diretor geral terão uma indenização mensal em R$ 2100. O superintendente administrativo e financeiro com indenização mensal de R$ 1100, o assessor técnico de direção com indenização de R$ 1700 e o coordenador com R$ 2250 mensais. Já os demais servidores da área da saúde terão uma indenização de apenas R$ 500. 

“Queria saber se quem está recebendo mais é quem está correndo mais risco? Esse projeto é fundamental, mas por que alguns recebem mais do que outros? Será mesmo que esses assessores chefes, que estão recebendo mais do que os servidores da área da saúde, estão correndo mais riscos?”, criticou o parlamentar.

Durante a sessão extraordinária da última quinta-feira (16), o deputado ainda lembrou que o governador chegou a dar aumento de verbas, durante a pandemia, para mais de 1700 comissionados do governo de Mato Grosso que têm função de confiança. “ E agora, no momento de prestigiar as pessoas da saúde, não tem caixa. Onde está o dinheiro da Covid, governador?”, questionou Moraes.

O parlamentar votou a favor do PLC para que não tivesse mais demora, porém deixou claro que é triste ver que os profissionais que estão na linha de frente não estão sendo reconhecidos com o mesmo reconhecimento dado aos diretores.

“Esse governo é elitista e está prestigiando apenas os seus amigos, os seus próximos. Isso é uma irresponsabilidade e insensibilidade muito grande. Esse governador não está lidando da maneira que devia com a saúde de Mato Grosso e não está reconhecendo aqueles profissionais que estão na linha de frente do combate. Fico triste por esse não ser um governo do cidadão e que utilize essa pandemia até para beneficiar seus pares”, finalizou Ulysses Moraes.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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