Economia
Operação prende grupo que falsificava produtos capilares
Economia
Quadrilha adicionava ao produto substância nociva à saúde e faturou 6 milhões de reais com esquema
Da Redação
O Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil realizaram nesta quarta-feira uma operação para prender uma quadrilha suspeita de falsificar e vender cosméticos capilares. A operação Reparação Absoluta cumpriu 20 mandados de prisões temporárias, buscas e apreensões e realizou cinco conduções coercitivas.
Segundo a investigação, o grupo, formado por 25 pessoas, falsificava produtos das marcas L’Oréal, Silicon Mix e Revlon ao misturar substâncias nocivas à saúde na formulação dos cosméticos, como o formol. Um dos produtos apreendidos apresentava concentração de formal de 6%, percentual muito acima do recomendado. O valor das mercadorias apreendidas foi calculado em 500 mil reais.
A quadrilha atuava há cerca de quatro anos no mercado, de acordo com a polícia. Os produtos eram vendidos pela internet, somente entre julho de 2015 até o dia da investigação, a organização criminosa movimentou 1,4 milhão de reais.
De acordo com estimativas, o faturamento mensal com a comercialização dos produtos falsificados chegava a 120 mil reais. Em todo o período, o grupo ganhou 6 milhões de reais com a falsificação.
A operação foi deflagrada nas cidades Franca, Sertãozinho, Leme, Bariri e São Paulo, contando com o apoio dos Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto, Bauru e Piracicaba, bem como das Polícias Civil e Militar de São Paulo.
A L’Oréal informou que não comenta operações da polícia ou ações em curso da Justiça, mas reafirmou o apoio da empresa com ‘os esforços das autoridades para buscar indícios de pirataria e combater essas práticas’. “A prioridade número um da L’Oréal é a segurança dos nossos clientes”, disse em nota.
Procuradas, Revlon e PHS do Brasil, que fabrica o Silicon Mix, não retornaram o contato até o fechamento da matéria.
Formol? O que diz a Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, ainda em 2009, a venda do formol em estabelecimentos como drogarias e farmácias. A determinação pretendia evitar o acesso da população ao produto e combater o uso da substância como alisante capilar. A legislação sanitária permite o uso de formol em produtos cosméticos capilares somente na função de conservantes (com limite máximo de 0,2%), durante a fabricação do produto.
A adição de formol a um produto acabado, como fazia a quadrilha presa na última quinta-feira, constitui infração sanitária.
Segundo a agência, o uso do formol como alisante pode causar sérios danos tanto ao usuário do produto quanto ao profissional que aplica, os problemas vão desde irritação à falta de ar. Outras vezes, ainda de acordo com o órgão, foram identificados casos de pessoas com vômito, dores de barriga e câncer nas vias aéreas superiores.
O alerta foi ativado quando as notificações de danos causados pelo formol para alisamento capilar triplicarem entre o primeiro semestre de 2009 em comparação com todo o ano de 2008.
Fonte: Veja
Economia
Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic
A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.
Indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.
“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.
Comércio
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.
“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.
Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.
A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.
Centrais sindicais
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.
“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.
Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.
A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.
“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.
Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.
A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.
Pressão por novos cortes
Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.
O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.
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