Polícia Federal
Encerra hoje o prazo de 48 horas que Wanderley deu para Flávia responder requerimentos atrasados em Várzea Grande
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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), anunciou que a Procuradoria do Legislativo deverá notificar a prefeita Flávia Moretti (PL) para que responda, no prazo de 48 horas, aos requerimentos apresentados pelos vereadores que estão pendentes. A cobrança foi feita durante a sessão de terça-feira (15), em meio a críticas à condução da gestão municipal. Ou seja, o prazo vence nesta quinta-feira (17).
A manifestação ocorreu durante um aparte à vereadora Gisa Barros (Podemos), que abordava problemas relacionados a pagamentos e à paralisação de cirurgias bariátricas no município. Wanderley afirmou que já havia conversado com o procurador da Câmara e que a notificação será encaminhada à prefeita para cobrar os pedidos de informação que, segundo ele, não foram respondidos dentro dos prazos.
“Vamos notificar a prefeita, com prazo de 48 horas, para que responda todos os requerimentos que se encontram atrasados nesta Casa”, declarou o presidente da Câmara.
Wanderley também criticou um decreto editado pela Prefeitura que, segundo sua interpretação, teria transferido ao secretário de Governo a responsabilidade formal pelas respostas aos requerimentos dos vereadores. Para o parlamentar, a medida acabou dificultando a obtenção de informações solicitadas pelo Legislativo. A Câmara classificou a situação como um represamento das respostas aos pedidos apresentados pelos parlamentares.
Durante o mesmo pronunciamento, o presidente da Câmara fez críticas à situação financeira de Várzea Grande e afirmou que o município enfrenta um volume elevado de dívidas. “Fora do normal a dívida do município. E já aviso: a próxima gestão que entrar, daqui a dois anos, aguarde, porque o rombo é grande”, disse. A afirmação, contudo, foi feita por Wanderley e não veio acompanhada, durante a sessão, de um levantamento detalhado do montante total da dívida.
O vereador também citou possíveis atrasos no pagamento de empresas contratadas pela Prefeitura. Como exemplo, mencionou a empresa responsável pela reforma da sede da Câmara, que, segundo ele, estaria há oito meses sem receber repasses e correria risco de interromper as atividades. Wanderley ressaltou que a reforma do Legislativo não utiliza recursos do caixa da Prefeitura.
Segundo o presidente, os cerca de R$ 3,2 milhões destinados à obra foram viabilizados com recursos do Governo do Estado, R$ 1 milhão de emenda do senador Jayme Campos e R$ 854 mil devolvidos pelo próprio Legislativo. A reforma contempla quase 4,7 mil metros quadrados do prédio.
Wanderley aproveitou ainda para comparar os valores da obra da Câmara com a reforma do telhado do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. De acordo com o vereador, a intervenção na unidade de saúde já teria consumido R$ 12,7 milhões e ainda não estaria concluída. Ele citou como exemplo de problemas estruturais a interdição do banheiro da Sala Vermelha.
“Aqui as coisas acontecem porque há transparência. Agora, o Pronto-Socorro está lá, não termina a reforma com R$ 12 milhões e 700 mil, e o banheiro da Sala Vermelha está interditado”, afirmou.
A vereadora Gisa Barros retomou a palavra após a manifestação e informou que pretende voltar a solicitar informações sobre a situação financeira do município, incluindo dados sobre valores devidos a empresas prestadoras de serviços e recursos disponíveis em caixa. O episódio reforça o aumento da cobrança do Legislativo sobre a administração de Flávia Moretti.
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Mauro e Janaina faltam novamente, e candidatos transformam debate pelo Senado em palco de ataques
Mais uma vez, Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB) ficaram fora de um debate entre candidatos ao Senado por Mato Grosso. Os dois foram convidados para o confronto promovido pela TV Vila Real, realizado na manhã desta quinta-feira (17), em Cuiabá, mas não compareceram. O encontro reuniu Antonio Galvan (Avante), Margareth Buzetti (PP), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e Jose Medeiros (PL).
Com cinco candidatos no estúdio, o debate foi marcado pela apresentação de propostas, discussões sobre temas de interesse do Estado e críticas aos adversários. A ausência de Mauro e Janaina, que também não participaram de outros confrontos realizados durante a campanha, voltou a ocupar espaço no cenário eleitoral.
A decisão dos dois de não participar ocorre depois de declarações em que ambos questionaram o formato e o nível de alguns debates. Mauro já classificou determinados encontros como “show de horrores” e afirmou que avalia individualmente os convites antes de decidir se participa. Entre os critérios mencionados pelo ex-governador estão o conteúdo do confronto, a audiência e a possibilidade de sua presença contribuir para o debate.
Janaina, por sua vez, também fez ressalvas sobre os confrontos, embora tenha afirmado que considera os debates importantes. “Eu gosto de debate, acho importante. O que está sendo discutido é o nível”, declarou a candidata ao comentar a sequência de encontros eleitorais.
A ausência dos dois, porém, não impediu que seus nomes fossem mencionados pelos concorrentes. Em debates anteriores, realizados pela Rádio Centro América FM/Primeira Página e pelo g1, os candidatos presentes utilizaram parte do tempo para fazer questionamentos e críticas aos dois ausentes. No confronto do dia 10, por exemplo, Taques voltou a citar Mauro durante suas manifestações.
O encontro desta quinta-feira faz parte da série de debates promovidos durante a campanha para as duas vagas de Mato Grosso no Senado. Além das discussões entre os candidatos, os confrontos vêm expondo divergências sobre temas como atuação do STF, segurança pública, feminicídio, emendas parlamentares e relação entre os Poderes.
A sequência de ausências também criou uma dinâmica particular na disputa: enquanto os candidatos que comparecem aos debates dividem o espaço para apresentar propostas e confrontar adversários, Mauro e Janaina acabam sendo incorporados às discussões mesmo sem estarem presentes. No debate anterior, por exemplo, Taques e outros concorrentes fizeram referências aos dois durante diferentes momentos do programa.
Mauro e Janaina estão entre os sete candidatos que disputam as duas cadeiras destinadas a Mato Grosso no Senado. Além deles, concorrem Carlos Fávaro, Jose Medeiros, Pedro Taques, Antonio Galvan e Margareth Buzetti. Com a campanha avançando para a reta decisiva, os debates seguem como um dos espaços de exposição das propostas e de confronto direto entre os concorrentes.
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