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Mauro e Janaina faltam novamente, e candidatos transformam debate pelo Senado em palco de ataques

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Mais uma vez, Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB) ficaram fora de um debate entre candidatos ao Senado por Mato Grosso. Os dois foram convidados para o confronto promovido pela TV Vila Real, realizado na manhã desta quinta-feira (17), em Cuiabá, mas não compareceram. O encontro reuniu Antonio Galvan (Avante), Margareth Buzetti (PP), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e Jose Medeiros (PL).

Com cinco candidatos no estúdio, o debate foi marcado pela apresentação de propostas, discussões sobre temas de interesse do Estado e críticas aos adversários. A ausência de Mauro e Janaina, que também não participaram de outros confrontos realizados durante a campanha, voltou a ocupar espaço no cenário eleitoral.

A decisão dos dois de não participar ocorre depois de declarações em que ambos questionaram o formato e o nível de alguns debates. Mauro já classificou determinados encontros como “show de horrores” e afirmou que avalia individualmente os convites antes de decidir se participa. Entre os critérios mencionados pelo ex-governador estão o conteúdo do confronto, a audiência e a possibilidade de sua presença contribuir para o debate.

Janaina, por sua vez, também fez ressalvas sobre os confrontos, embora tenha afirmado que considera os debates importantes. “Eu gosto de debate, acho importante. O que está sendo discutido é o nível”, declarou a candidata ao comentar a sequência de encontros eleitorais.

A ausência dos dois, porém, não impediu que seus nomes fossem mencionados pelos concorrentes. Em debates anteriores, realizados pela Rádio Centro América FM/Primeira Página e pelo g1, os candidatos presentes utilizaram parte do tempo para fazer questionamentos e críticas aos dois ausentes. No confronto do dia 10, por exemplo, Taques voltou a citar Mauro durante suas manifestações.

O encontro desta quinta-feira faz parte da série de debates promovidos durante a campanha para as duas vagas de Mato Grosso no Senado. Além das discussões entre os candidatos, os confrontos vêm expondo divergências sobre temas como atuação do STF, segurança pública, feminicídio, emendas parlamentares e relação entre os Poderes.

A sequência de ausências também criou uma dinâmica particular na disputa: enquanto os candidatos que comparecem aos debates dividem o espaço para apresentar propostas e confrontar adversários, Mauro e Janaina acabam sendo incorporados às discussões mesmo sem estarem presentes. No debate anterior, por exemplo, Taques e outros concorrentes fizeram referências aos dois durante diferentes momentos do programa.

Mauro e Janaina estão entre os sete candidatos que disputam as duas cadeiras destinadas a Mato Grosso no Senado. Além deles, concorrem Carlos Fávaro, Jose Medeiros, Pedro Taques, Antonio Galvan e Margareth Buzetti. Com a campanha avançando para a reta decisiva, os debates seguem como um dos espaços de exposição das propostas e de confronto direto entre os concorrentes.



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Mato Grosso projeta orçamento de R$ 46,1 bilhões para 2027 e prevê RGA de 5,36%

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O Governo de Mato Grosso trabalha com uma previsão de R$ 46,125 bilhões em receitas e despesas para 2027. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (3), durante audiência pública na Assembleia Legislativa, que iniciou a discussão do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O montante representa um crescimento de 13,07% em comparação com o orçamento projetado para 2026, de R$ 40,1 bilhões.

Um dos pontos de destaque da proposta é a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, estimada em 5,36%. De acordo com o secretário-adjunto do Orçamento Estadual da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Ricardo Capistrano, o percentual tem como principal referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão é de que o reajuste represente um impacto de R$ 1,068 bilhão nas contas públicas.

A proposta também considera despesas relacionadas à contratação de novos servidores por concursos públicos, estimadas em R$ 222 milhões. Outros R$ 214 milhões estão previstos para a manutenção de contratos temporários, enquanto promoções e progressões funcionais devem representar R$ 69 milhões.

Durante a apresentação, Capistrano afirmou que o Executivo adotou critérios cautelosos para calcular a arrecadação do próximo ano. Apesar da expectativa de que a receita estadual alcance aproximadamente R$ 45 bilhões em 2026, o governo considera as incertezas provocadas pela reforma tributária e pelo encerramento de medidas fiscais na elaboração do orçamento.

Distribuição dos recursos

Do total previsto, R$ 32,221 bilhões correspondem ao orçamento fiscal e R$ 13,904 bilhões à seguridade social, que reúne despesas relacionadas à saúde, previdência e assistência. A proposta também contempla R$ 1,963 bilhão no orçamento de investimentos, com recursos próprios e operações de crédito.

O Poder Executivo concentra a maior parcela dos recursos, com R$ 38,7 bilhões. Entre os demais órgãos, estão previstos R$ 3,799 bilhões para o Tribunal de Justiça, R$ 1,124 bilhão para o Ministério Público, R$ 984 milhões para a Assembleia Legislativa, R$ 840,6 milhões para o Tribunal de Contas e R$ 422 milhões para a Defensoria Pública.

Deputados cobram ampliação de investimentos

A audiência foi presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD), que defendeu a revisão de valores destinados a áreas como regularização fundiária, saneamento básico e habitação popular. O parlamentar questionou, por exemplo, a previsão inferior a R$ 1,5 milhão para regularização fundiária e os R$ 33 milhões reservados ao saneamento.

Wilson também avaliou que a arrecadação efetiva do Estado poderá superar a estimativa apresentada pelo Executivo. Segundo ele, Mato Grosso deve encerrar 2026 com receita próxima de R$ 45 bilhões e poderá ultrapassar R$ 50 bilhões no ano seguinte.

A discussão do orçamento continua na Assembleia Legislativa, onde os parlamentares poderão apresentar emendas e propor mudanças na distribuição dos recursos. Uma nova audiência pública está prevista para 12 de novembro, às 14h. A expectativa é concluir a votação da proposta até 15 de dezembro.



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