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Após novo convite de Abilio, Vânia rejeita secretaria: “Não sou mulher de bandido”

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A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), descartou a possibilidade de voltar a comandar uma secretaria na gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). Segundo ela, o assunto voltou a ser levantado pelo prefeito, mas a resposta foi negativa diante dos desgastes enfrentados durante sua passagem pelo secretariado municipal.

“Houve, novamente, essa fala sobre a possibilidade de ser secretária. Eu abdiquei. Não faz mais sentido para mim passar pelo que eu passei. Não sou mulher de bandido. Gato escaldado tem medo de água quente. Então, a gente está aqui agora, meu único foco é a atribuição da vice”, afirmou.

A declaração ocorre após Abilio sinalizar a possibilidade de se afastar temporariamente da Prefeitura para acompanhar a campanha eleitoral da esposa, a primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL). Em uma conversa recente, surgiu novamente a possibilidade de Vânia assumir uma secretaria, mas a vice deixou claro que não pretende retornar ao primeiro escalão.

Vânia já ocupou cargos na administração municipal e comandou, entre outras pastas, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Ela deixou o cargo após uma crise envolvendo vereadores da base do prefeito, episódio que aprofundou o desgaste político entre a vice-prefeita e setores da gestão.

Desde então, a vice afirma que sua principal reivindicação é a definição de atribuições institucionais próprias, sem a necessidade de assumir novamente uma secretaria.

“Meu único foco é a atribuição da vice”, reforçou.

Vânia afirma já ter apresentado sugestões de funções que poderiam ser desempenhadas pelo gabinete da Vice-Prefeitura e defende que o cargo tenha uma atuação mais efetiva dentro da administração municipal.



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Cattani admite desgaste entre PL e MDB e diz que união prejudicou Janaina e Wellington

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) reconheceu que a aproximação entre o PL e o MDB provocou insatisfação entre parte dos apoiadores e acabou gerando reflexos negativos para as candidaturas da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado e do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.

Na avaliação de Cattani, a aliança desagradou parte do eleitorado e trouxe consequências para os dois grupos políticos. Ainda assim, o parlamentar afirmou que as decisões tomadas precisam ser assumidas e que, agora, cabe às lideranças seguir adiante com o projeto eleitoral.

“Isso está feito e tem que seguir adiante. Não é uma questão de desorganização, é uma questão de decisões; você toma decisões e elas têm consequências”, declarou.

A aproximação entre PL e MDB colocou Janaina e integrantes do grupo bolsonarista no mesmo campo eleitoral, apesar dos conflitos e divergências que marcaram a relação entre as lideranças nos últimos anos. A composição, inclusive, provocou resistência dentro de setores do próprio PL.

Cattani avaliou que o desgaste acabou atingindo tanto a candidatura de Janaina quanto o projeto de Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás. Mesmo reconhecendo os efeitos negativos da decisão, o deputado defendeu que o grupo concentre esforços na campanha e busque superar as dificuldades criadas pela própria articulação política.

A declaração evidencia que a união entre as duas siglas, construída dentro das articulações eleitorais, ainda produz reflexos entre aliados e eleitores no início da campanha de 2026.



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