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Comissão aprova projeto que amplia mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou projeto que autoriza o governo a aplicar o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras – uma medida de restrição comercial sobre produtos importados – em resposta à adoção de medidas que prejudiquem a competitividade de empresas brasileiras.

Atualmente, esse mecanismo é usado por alguns países para impor custos adicionais a produtos importados com maior pegada de carbono. A medida busca equiparar as exigências ambientais aplicadas às empresas nacionais e estrangeiras, evitando que produtores submetidos a regras climáticas mais rígidas sejam prejudicados pela concorrência de produtos fabricados com padrões menos exigentes.

O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), ao Projeto de Lei (PL 3838/24), da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O substitutivo amplia o alcance do texto original que tratava especificamente de contramedidas comerciais diante de exigências ambientais impostas pela União Europeia.

Pelo texto, a adoção do mecanismo deixa de estar vinculada a barreiras ambientais específicas, sendo permitida diante de todas as medidas unilaterais que afetem a competitividade dos setores brasileiros regulados pelo sistema de comércio de emissões.

Conforme o relator, a mudança evita a criação de normas paralelas e aumenta a segurança jurídica. “Optou-se por um texto que fortalece a vinculação da proposta à legislação já existente, conferindo maior segurança jurídica, coerência normativa e efetividade à futura aplicação da norma”, afirmou.

O mecanismo está previsto na legislação que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – SBCE (Lei 15.042/24). O substitutivo estabelece que o mecanismo só poderá ser aplicado depois da implementação completa desse sistema.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto está sujeito à apreciação do Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli



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Sardinha questiona falta de dados sobre comissionados e cobra explicações da Secretaria de Obras

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O vereador Sardinha voltou a questionar a condução administrativa da Secretaria Municipal de Obras de Várzea Grande e cobrou maior transparência na divulgação dos cargos comissionados. Segundo o parlamentar, apesar de a Controladoria ter informado que o Portal da Transparência estaria em “perfeito estado”, uma nova verificação apontou que alguns ocupantes de cargos de confiança ainda aparecem sem a identificação completa de suas funções.

A cobrança teve início após um requerimento encaminhado pela Câmara em março. Sardinha afirma que, enquanto servidores operacionais têm suas funções detalhadas no sistema, alguns comissionados constariam apenas pelo nome, sem indicação do cargo ou do nível correspondente. Para o vereador, a situação dificulta o controle público sobre a estrutura da administração municipal.

Além da questão envolvendo os cargos, Sardinha também questionou a ausência do secretário de Obras, Celso Luiz Pereira, em uma convocação oficial da Câmara. O parlamentar protocolou pedido para que o gestor apresente atestado ou outra justificativa legal para o não comparecimento.

Segundo a Câmara, caso a ausência não seja devidamente justificada, o secretário poderá ser alvo das medidas previstas em lei. O vereador também defende uma revisão da estrutura administrativa da pasta e a discussão sobre um possível enxugamento da máquina pública.



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