Economia
FGV: gasolina, etanol e café recuam e ajudam IGP-M cair 0,5% em junho
Economia
Os preços de combustíveis, minerais e do café recuaram em junho e ajudaram a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecida como “inflação do aluguel”, ficar negativa em 0,5%, ou seja, na média, os preços ficaram mais baratos.

A deflação (inflação negativa) no mês é a primeira desde fevereiro deste ano. Em junho de 2025, o índice havia marcado -1,67%. Em 12 meses, o IGP-M acumula 3,16%.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
No primeiro semestre, o indicador marca 3,27%. Veja o comportamento do IGP-M no ano:
- Junho: -0,50%
- Maio: 0,84%
- Abril: 2,73%, impactado pela guerra no Oriente Médio
- Março: 0,52%
- Fevereiro: -0,73%
- Janeiro: 0,41%
O IGP-M de junho veio abaixo da estimativa do mercado. O relatório Focus desta segunda-feira, sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que o índice de junho ficaria em 0,03%. Para o fim do ano, a expectativa expectativaa é acumulado de 6,15% em 12 meses.
Patamares pré-guerra
O economista da FGV Matheus Dias explica que preços de commodities (matérias-primas negociadas a preços internacionais) energéticas e minerais convergiram para patamares pré-guerra no Oriente Médio, ou seja, de antes de março deste ano.
Ele acrescenta que, no cenário agrícola, as principais safras ainda apresentam resultados positivos para o ano. Com mais oferta de produtos, o reflexo é a queda dos preços de cana-de-açúcar e café (em grãos), por exemplo.
“Parte dessa redução nos preços ao produtor tem sido repassada aos preços ao consumidor, com destaque para as quedas em gasolina, etanol e café em pó”, descreve Dias.
Componentes
A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.
Em junho, o IPA apresentou deflação de 0,97%.
Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em junho, o IPC subiu 0,47%, porém com menor intensidade em relação ao mês anterior, quando teve alta de 0,61%.
O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que variou positivamente 0,85% no mês.
Produtos que mais puxaram a deflação:
Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)
- Minério de ferro: -2,61%
- Café (em grão): -9,69%
- Óleo diesel: -6,18%
- Farelo de soja: -2,98%
- Cana-de-açúcar: -1,88%
- Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
- Gasolina: -1,29%
- Etanol: -5,61%
- Café em pó: -2,57%
- Maçã: -3,75%
- Leite tipo longa vida: -0,80%
- Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)
- Carreto para retirada de entulho: -0,17%
Indexador
O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas, como energia e telefonia, e serviços essenciais.
A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi de 21 de maio a 20 de junho.
Economia
Desenrola lança modalidades de crédito para estimular bons pagadores
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) modalidades de crédito dentro do programa Desenrola voltadas a três públicos: trabalhadores informais adimplentes, trabalhadores com carteira assinada e estudantes que mantêm os pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em dia.

O Desenrola Adimplentes é voltado a trabalhadores informais que mantêm suas obrigações financeiras em dia. Já o Fies Empreendedor prevê nova linha de crédito para egressos adimplentes do financiamento estudantil. Enquanto isso, uma terceira modalidade oferece a possibilidade de uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia em operações de crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada.
Apresentadas por medida provisória, as iniciativas têm como objetivo prevenir a inadimplência, ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis e estimular o empreendedorismo.
As medidas beneficiam os seguintes grupos:
- Trabalhadores informais adimplentes – bons pagadores, que poderão trocar dívidas com juros que, segundo o ministro da Fazendoa, Dario Durigan, podem sair de algo entre 6% e 12% ao mês, por uma nova linha de crédito com taxa de até 1,99% ao mês. O público-alvo são informais com operações de até R$ 15 mil.
- Trabalhadores formais com carteira assinada, que passam a ter acesso a crédito consignado privado com garantia adicional do FGTS. Com isso, a taxa de juros dessas operações também fica limitada a até 1,99% ao mês.
- Estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fies, que ganharão acesso a uma linha especial de crédito para empreendedorismo. A modalidade poderá financiar até R$ 80 mil para pessoa física e até R$ 180 mil para pessoa jurídica, com condições mais favoráveis do que as linhas hoje disponíveis no mercado.
Dario Durigan destaca que inicialmente o Desenrola estava voltado à renegociação de dívidas de inadimplentes, mas que com as medidas anunciadas nesta segunda-feira passa a beneficiar também os adimplentes.
“Quando a gente está falando de um país que tem uma economia forte, uma economia organizada e que trouxe para o debate econômico do país a justiça social e a justiça tributária, nós temos que fazer com que os efeitos de uma economia forte cheguem às pessoas que mais precisam”, afirmou o ministro.
Segundo o ministro, a orientação do programa continua sendo estimular o pagamento das obrigações financeiras.
“O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento em dia das contas. Os depoimentos que a gente ouviu mostram isso: as pessoas querem pagar, mas não estavam conseguindo. Voltaram agora, com essa ajuda do governo, a poder pagar em dia”, acrescentou.
Crédito disponível
De acordo com o ministro, o crédito para os trabalhadores formais com FGTS como garantia já está disponível na Caixa Econômica Federal e deverá ser expandida para outras instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.
“O que estamos fazendo agora é permitir que, além do salário do empregado ser oferecido em garantia para os bancos, também o saldo do FGTS possa ser utilizado. Com isso, vamos limitar a taxa de juros que pode ser cobrada desse trabalhador a 1,99% ao mês”, disse.
Empreendedorismo
Segundo Durigan, o Fies Empreendedor pretende estimular a abertura e a expansão de pequenos negócios por estudantes já formados.
“O adimplente já possui um desconto de 12% nas parcelas que paga. Mas, se continuar pagando em dia, terá acesso a uma linha de crédito que será a mais barata destinada ao empreendedorismo no país”, ressalta.
Bets
O ministro acrescentou que as novas linhas de crédito para trabalhadores informais e para adimplentes do Fies terão como contrapartida o compromisso de autoproibição de acesso a plataformas de apostas esportivas online, as bets.
Desenrola
Lançado em 2023, o Desenrola foi criado para renegociar dívidas e facilitar a recuperação financeira de famílias brasileiras. Segundo o governo, o programa já beneficiou 7,5 milhões de famílias.
A nova fase amplia a política pública ao criar incentivos para quem mantém os pagamentos em dia.
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