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Várzea Grande promove semana dedicada à agricultura familiar com duas grandes feiras de produtores

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Várzea Grande será palco, na próxima semana, de dois importantes eventos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, reunindo produtores rurais, artesãos, cooperativas e pequenos empreendedores. A iniciativa busca impulsionar a economia local, incentivar a comercialização direta e aproximar a população dos alimentos produzidos no campo.

A programação começa na quinta-feira (2), com a tradicional Feira da Família (Feira FAM), realizada em frente à Prefeitura de Várzea Grande, das 8h às 18h. O evento reúne produtores rurais, artesãos e pequenos empreendedores do município, oferecendo frutas, verduras, hortaliças, produtos artesanais, alimentos processados e opções da gastronomia regional. A partir das 11h, os visitantes também poderão almoçar no local, com refeições preparadas pelos próprios feirantes.

Na sexta-feira (3), a cidade sediará a 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana – Terezinha Rios, na Praça Sarita Baracat, a partir das 8h. O evento presta homenagem à ex-presidente da Unicafes Mato Grosso, Terezinha Rios, referência na agricultura familiar e na economia solidária, assassinada em 2017, em seu sítio, no município de Nossa Senhora do Livramento.

A exposição reunirá produtores de Várzea Grande, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento e de outros municípios da Baixada Cuiabana, com destaque para a produção conduzida por mulheres da agricultura familiar, além de iniciativas de economia solidária, manifestações culturais e valorização dos saberes tradicionais.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, os dois eventos reforçam o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da produção rural e a geração de renda para as famílias do campo.

“A agricultura familiar tem um papel estratégico na economia de Várzea Grande. Essas feiras aproximam o produtor do consumidor, fortalecem a comercialização direta e valorizam quem produz alimentos com qualidade. É uma oportunidade para a população conhecer e apoiar o trabalho das famílias que movimentam a economia rural do município”, destacou.

O secretário também ressaltou que a realização da primeira exposição regional amplia a integração entre os municípios da Baixada Cuiabana.

“Mais do que comercializar produtos, esse encontro promove a troca de experiências, incentiva o cooperativismo e fortalece a agricultura familiar como instrumento de desenvolvimento sustentável. Várzea Grande tem orgulho de sediar um evento dessa importância”, afirmou.

A 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a Unicafes, Instituto Maria Terra, Prefeitura de Várzea Grande, FASE, Fetagri-MT, Comercialização Caminhos da Agroecologia, Centro de Tecnologia Alternativa Vale do Guaporé, Fundação RTVE, UFG e o programa Alimento no Prato.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan

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O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (17), em São Paulo, que o governo brasileiro estuda medidas de reciprocidade em relação à taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil nesta quinta-feira (16).

“Não cabe falar em retaliação, essa é uma palavra que está fora do nosso escopo. Com o que a gente trabalha: o Congresso Nacional aprovou por unanimidade uma lei que protege os interesses nacionais oferecendo um procedimento próprio para ser utilizado em casos de ataque injustificado ou unilateral de outros países. Nós estamos tomando muito cuidado com isso e não é um cuidado em relação aos Estados Unidos, é em relação à nossa economia”, disse. 

Segundo Durigan, seu papel é o de garantir que a economia siga estável e numa boa trajetória. “Estamos avaliando [junto com os empresários] com cautela o processo de reciprocidade que o Congresso nos ofereceu para que a gente leve ao presidente. Isso não está sendo feito de maneira açodada, portanto não cabe falar em retaliação e a reciprocidade tem sido avaliada para ser usada na medida e no tempo correto”.

Segundo o ministro, a aplicação de tarifas de 25% feita pelo governo norte-americano é injusta e o governo brasileiro não vai deixar de negociar. 

“Em grande medida, como [o governo dos EUA] não tem um contra-argumento, nos parece que do ponto de vista econômico do debate, o Brasil tem razão. Então, como temos razão, a gente não pode baixar a cabeça. Temos que seguir fazendo um bom debate, um bom enfrentamento. Sob a própria lógica do governo dos Estados Unidos, a tarifa para o Brasil não faz sentido”.

Durigan lembrou, durante a coletiva, que o Brasil tem déficit na balança comercial com os Estados Unidos. “Hoje, os brasileiros, as famílias, as empresas, pagam para os Estados Unidos, gerando déficit comercial para o Brasil e superávit para os norte-americanos”.

Por outro lado, o ministro afirmou que o Brasil conseguiu consolidar sua economia, “o que nos dá condição de proteger a nossa população, como fizemos no caso dos combustíveis”.

Punição

Para a imposição das novas tarifas, o ministro afirmou que o governo de Donald Trump desconsiderou qualquer tipo de debate setorial e aplicou “uma espécie de punição geral ao Brasil”.

Segundo ele, “tirou-se da cartola um outro fundamento, que é o fundamento das práticas comerciais indevidas para se restituir uma tarifa sobre o Brasil. Mas essas práticas comerciais, os argumentos utilizados são falsos. Talvez eles estejam olhando para o governo anterior ainda quando falam sobre desmatamento e sobre outras coisas. É totalmente falso”.

Durigan reforçou que já nesses próximos meses seguirá negociando com os representantes dos Estados Unidos. 

“O esforço não deixará de ser feito. Assim que tiver a oportunidade, eu vou levar essa insatisfação e nossos argumentos, com respeito, para dizer o quanto isso é prejudicial para a relação bilateral”.

Pix

Durgan também garantiu que o Pix não está em negociação. A ferramenta brasileira é considerada pelo governo norte-americano uma ameaça às relações comerciais com o Brasil.

“O Pix é um ponto de conflito absurdo. Pix é uma infraestrutura brasileira e não é um concorrente de mercado. Inclusive é uma infraestrutura pública aberta. Ele ampliou as transações — seja de cartão, seja à vista — no Brasil. Os Estados Unidos classificam o Pix como prática desleal, o que é um completo absurdo. Não faz nenhum sentido que se discuta o Pix numa mesa de negociação, porque o Pix não está em negociação. Ele vai ser preservado como um serviço público oferecido aos brasileiros”.

Argumento político

Para Durigan, “é evidente” que há um argumento político a respeito da taxação dos Estados Unidos aplicada ao Brasil.

 “Como a gente ganha o argumento técnico, o argumento econômico e de comércio, não sobre outra coisa a não ser o argumento político. O mais triste é que ele é um argumento político-eleitoral e tem gente no Brasil que apoia esse tipo de medida contra o país para ter muleta eleitoral, para ter benefício eleitoral, o que joga contra os interesses nacionais. Isso é contra o interesse das empresas, dos trabalhadores, de quem fez investimento e de quem não vai mais conseguir exportar para os Estados Unidos por um capricho eleitoral”.



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