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Lucas Beber assume conselho da Nova Rota e reforça participação do setor produtivo no avanço da BR-163

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O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, tomou posse nesta quarta-feira (24) como novo integrante do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste. A nomeação ocorreu durante uma visita técnica à sede da concessionária, com a presença do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), representantes do Estado e diretores da empresa.

Indicado pelo Governo de Mato Grosso, que é acionista da concessionária, Beber afirmou que sua atuação no conselho terá como foco o acompanhamento dos investimentos e a aproximação entre a empresa e o setor produtivo.

“Nosso interesse é acompanhar e fiscalizar o andamento das obras, estreitar a comunicação e levar à Nova Rota as demandas da cadeia produtiva sempre que necessário”, afirmou.

Durante a agenda, o governador Otaviano Pivetta destacou o ritmo das obras de duplicação da BR-163 e afirmou que a execução do projeto está ocorrendo em prazo inferior ao estabelecido inicialmente no contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“Estamos duplicando em quatro anos o que poderíamos fazer em oito anos, conforme o prazo da ANTT. Por entender a importância dessa rodovia, aceleramos as obras e, em pouco tempo, a BR-163, em Mato Grosso, será a autoestrada mais importante do Brasil”, pontuou.

Segundo o cronograma da Nova Rota do Oeste, 230 quilômetros de duplicação já foram entregues. Até dezembro de 2026, a previsão é concluir os 96 quilômetros restantes previstos no contrato original. Além disso, a concessionária executa outros 100 quilômetros de duplicação entre Várzea Grande e Jangada, trecho incorporado ao contrato em janeiro de 2025.

“Do ponto de vista financeiro, toda a duplicação da BR-163 está garantida”, afirmou Pivetta.

O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, ressaltou que o avanço das obras tem sido acompanhado por investimentos em tecnologia e controle de qualidade. Segundo ele, a concessionária alcançou reconhecimento nacional pelo trabalho desenvolvido na rodovia.

“Em 2025 também recebemos o prêmio de melhor rodovia do país, e isso é fruto de muito trabalho. Temos um laboratório de controle de qualidade, um dos mais modernos do Brasil, onde acompanhamos tudo o que é executado na rodovia. Somente no ano passado, realizamos mais de 370 mil ensaios de qualidade, entre testes de compactação, concreto e asfalto, processando todas essas informações com inteligência artificial”, destacou.

Durante a visita técnica, o grupo formado pelo governador, pelo presidente do Conselho de Administração da Nova Rota e secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Oliveira; por Lucas Beber; por Luciano Uchoa; e por equipes técnicas da concessionária conheceu estruturas como o Centro de Controle Operacional (CCO), a Torre de Controle e o Laboratório de Qualidade e Tecnologia.

Para o secretário Marcelo Oliveira, a abertura da concessionária para diálogo e acompanhamento das ações demonstra compromisso com as necessidades do Estado.

“A BR-163 é a principal rodovia de Mato Grosso, que, em dez anos, deve alcançar uma produção de 130 milhões de toneladas de grãos. Daí a importância de construir rodovias com qualidade para garantir o escoamento da safra”, afirmou.

Novo conselheiro

Com a posse de Lucas Beber, o Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste passa a contar com o presidente Marcelo Oliveira e os conselheiros Guilherme Rehder Quintella, Luiz Carlos Moreira Lima, Rafael Vitale Rodrigues e Lucas Costa Beber.

A indicação do presidente da Aprosoja-MT e presidente interino da Aprosoja Brasil atende a uma demanda do setor produtivo, que busca acompanhar os investimentos realizados na BR-163, considerada uma das principais vias de escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso.



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Lula assina contratos para retomar obra em fábrica de fertilizantes

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (25) os contratos para a conclusão da planta da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. A unidade integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve receber investimentos de mais de R$ 5 bilhões para ser concluída.

Paralisada desde 2015, a unidade teve sua retomada confirmada pela Petrobras após nova reavaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do projeto. 

“Agora vai. Era pra ter começado bem antes”, avaliou Lula durante a cerimônia.

“Podem ficar certos, esse país vai construir sua soberania, sendo independente de importação de fertilizantes dos outros países. É apenas esperar que a gente vai ver o que vai acontecer”, completou o presidente.

Em nota, o Palácio do Planalto afirma que o empreendimento é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do país.

“Quando entrar em operação comercial, prevista para 2029, a unidade terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano, volume equivalente a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo”, informa o Palácio do Planalto na nota.

Ainda de acordo com o Planalto, a localização da fábrica é considerada estratégica, já que o Centro-Oeste responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada, sobretudo, pelas culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens.

“A proximidade da unidade com importantes polos produtores agrícolas deve ampliar a confiabilidade do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo”, destaca o comunicado.

Atualmente, a carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III. 

“Com a entrada em operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada”, informa a nota do Palácio do Planalto.



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