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Hospitais devem dar preferência a alimentos in natura, aprova CAS
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A proposta que veda alimentos ultraprocessados em hospitais volta a Plenário, agora com a previsão de que “a preferência” será para alimentos in natura — que não sofrem alteração industrial, como frutas, verduras, legumes e ovos. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) acatou parcialmente, na quarta-feira (10), as emendas que o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) propôs em Plenário.
As restrições do Projeto de Lei (PL) 4.425/2025 se referem aos pacientes e seus acompanhantes. Pelo texto, os alimentos ultraprocessados só poderão ser oferecidos em situações tecnicamente justificadas por profissional de saúde. O projeto já havia sido aprovado pela CAS em março deste ano.
O relator, senador Fernando Dueire (PSD-PE), rejeitou as sugestões de Heinze para retirar a proibição de ultraprocessados e para vedar apenas o uso de frituras e gordura hidrogenada.
Autora da proposta, a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) afirmou que a saúde dos pacientes não pode evoluir satisfatoriamente com a alimentação de ultraprocessados. Tratam-se de produtos com alto teor de açúcar, sal, gorduras saturadas e aditivos químicos, disse a senadora.
— Nós iremos ajudar os pacientes a ter uma melhora da sua recuperação na hospitalização e na pós-hospitalização, porque a família vai entender, vai levar esse paciente para casa e vai continuar com a alimentação saudável — disse a senadora.
O projeto altera o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan — Lei 11.346, de 2006) e havia sido aprovado terminativamente na CAS. O texto recebeu recursos de senadores para ser votado em Plenário, onde recebeu três emendas de Heinze.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Kassio confirma articulação de Abilio para garantir 14 votos na eleição da Mesa
O vereador Kassio Coelho (Podemos) confirmou que o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), participa das articulações para a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal. Segundo o parlamentar, o grupo que apoia a atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), trabalha para ampliar de 13 para 14 o número de aliados antes da votação, marcada para 6 de outubro.
A estratégia ganhou força depois que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a exigência de dois terços dos vereadores para alterações no Regimento Interno da Câmara. A regra representa uma barreira para a proposta que poderia abrir caminho para a recondução de Paula à Presidência no próximo biênio. A ação havia sido apresentada pelo próprio Abilio.
Mesmo diante do cenário jurídico, Kassio afirmou que os aliados seguem trabalhando para conquistar o voto que falta. A Câmara possui 27 vereadores, e a marca de 14 parlamentares representa maioria absoluta. “Eu acredito que a gente semana que vem, quando mais próximo da eleição, vai chegar ao 14º nome”, declarou o vereador.
Kassio também atribuiu diretamente ao prefeito o papel de principal articulador do grupo. “O grande articulador é o prefeito Abilio. Ele é o nosso líder. Estou com o prefeito e, se for para ganhar ou para perder, vamos até o final”, afirmou. Segundo ele, Abilio defende uma composição da Mesa que dê maior tranquilidade ao Executivo para conduzir a administração municipal.
A declaração confirma uma atuação política do prefeito na disputa interna da Câmara, embora Abilio já tenha sustentado que sua interlocução com vereadores está relacionada à busca de apoio para projetos de interesse da Prefeitura. A movimentação ocorre enquanto o grupo governista tenta encontrar uma saída para manter Paula na disputa, caso as regras atuais continuem impedindo a candidatura.
Diante da possibilidade de Paula não conseguir concorrer, os aliados também já discutem alternativas. Kassio citou os vereadores Marcus Brito Jr. e Wilson Kero Kero como nomes preparados para assumir a candidatura. O próprio Kassio chegou a ser mencionado nos bastidores, mas afirmou que não tratou de uma eventual candidatura com Abilio ou com os demais integrantes do grupo.
A eleição da Mesa Diretora está prevista para 6 de outubro e deverá definir o comando da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027-2028. Até lá, o grupo ligado a Abilio terá de conciliar as articulações políticas com a disputa judicial envolvendo a possibilidade de recondução de Paula Calil.
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