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Gás natural: Conselho fix meta de descarbonização do setor para 0,5%

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu em 0,5% a meta inicial para a redução das emissões de gases do efeito estufa do setor de gás natural.

A mudança foi justificada pela necessidade de ajustes no mercado de biometano, substituto sustentável ao derivado do petróleo.

De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), Tiago Santovito, o setor produtivo considera positiva essa meta inicial.

“A gente está muito feliz com essa meta de 0,5%, porque já temos volumes vendidos no mercado e o que a gente, de fato, pode entregar com base em confiança, credibilidade e transparência, é o volume que cumpre os 0,5%.”

A medida passou a valer nesta quarta-feira (6), após a publicação da resolução no Diário Oficial da União.

Segundo André Galvão, superintendente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), a avaliação inicial do governo previa uma redução ainda maior para 0,25%, mas a revisão de parâmetros apresentados pelo setor viabilizou o ajuste para 0,5%.

“Existiam parâmetros mais realistas, que a gente poderia apresentar com dados reais das nossas empresas. Era uma questão de plantas de biometano que estavam para ser inauguradas”, destacou.

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Mercado de Biometano

Além da revisão da meta anual, o CNPE determinou ainda a constituição de uma Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia, com o objetivo de restabelecer a meta em 1%.

Prevista na Lei do Combustível do Futuro, a meta de emissões de gases do efeito estufa integra o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano. Uma das políticas que dão base a compromissos internacionais como o Acordo de Paris.

A mudança pode impactar o cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC na sigla em inglês), apresentada pelo Brasil durante a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku.  

As metas propostas pela NDC Brasileira definem a redução de emissões de gases do efeito estufa em todo o país dentro de uma feixa entre 59% e 67%, até 2035. E a neutralidade das emissões até 2050.

Na avaliação de André Galvão, o setor de produção de biometano a partir de plantas de aproveitamento do resíduo sólido segue uma crescente que poderá viabilizar, inclusive, uma futura avaliação que leve à adoção de percentuais acima de 1% nos próximos anos, o que poderia reverter rapidamente os impactos da decisão atual.

De acordo com a Biogás, já há 50 novas autorizações de plantas a entrarem em funcionamento até 2027 e os estudos de mapeamento de mercado indicam mais 127 empreendimentos até 2030.

“Normal a gente começar com esse 0,5% no início do programa. É a primeira pedalada na bicicleta sem a rodinha. Mas quando a gente olha no longo prazo, a gente tem uma meta para 2027 de 1,5% e isso vai subindo progressivamente até 5% em 2030.”

Título e texto alterados às 20h16



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Brasil bate recorde de passageiros em voos domésticos em 2026

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O Brasil registrou um recorde na movimentação de passageiros domésticos nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados compilados pelo Ministério do Turismo e divulgados nesta segunda-feira (22) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

De janeiro a maio, 42 milhões de pessoas embarcaram em viagens em território nacional, número 6% maior que os 39,8 milhões de passageiros registrados no mesmo período do ano passado. Foi a primeira vez na história que o Brasil ultrapassou a marca de 42 milhões de passageiros no período.

O resultado de maio também foi recorde: no mês, 8,31 milhões de passageiros voaram pelo Brasil – número 2% maior que os 8,16 milhões contabilizados em maio de 2025. A movimentação de maio de 2026 foi a maior desde o início da série histórica, em 2000.

Turismo aquecido

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem “o excelente momento que o turismo brasileiro vive atualmente”.

“Significa que o brasileiro está com mais confiança, mais renda e mais desejo de conhecer as belezas do seu próprio país. Cada avião cheio representa hotéis movimentados, restaurantes trabalhando a pleno vapor, o comércio local aquecido e, o mais importante, geração de emprego e renda, desde as grandes capitais até os pequenos municípios turísticos”, explicou.

 


Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Foliões curtem a apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Foliões curtem a apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 Foliões curtem a apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Feliciano disse ainda que os recordes são fruto de um trabalho sério de estruturação dos destinos brasileiros, de promoção das rotas nacionais e de parcerias para tornar as viagens mais acessíveis.

“O turismo é a força motriz do novo Brasil: um setor sustentável, vibrante e que orgulha a todos nós. Vamos continuar trabalhando para que ainda mais brasileiros possam viajar, descobrir nossas riquezas e fortalecer a nossa economia”, avaliou.

Voos internacionais

No acumulado do ano, o número de passageiros internacionais também registrou aumento. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram registrados 12,8 milhões de passageiros, número 10% maior que os 11,6 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.

No mês de maio, o número de turistas internacionais teve alta de 5% na movimentação, com 2,23 milhões, em 2026, contra 2,13 milhões, em 2025.

Os números de passageiros internacionais de 2026 são os maiores já registrados, tanto no acumulado do ano quanto no mês de maio.



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