Economia
Mdic define regras para crédito de R$ 21,2 bi do Move Brasil
Economia
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) detalhou as regras para acesso aos R$ 21,2 bilhões em crédito do programa Move Brasil, voltado à renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no país. 

A pasta publicou no Diário Oficial da União (DOU) a portaria com as normas que estabelecem quem pode contratar o financiamento e quais veículos são elegíveis.
A medida busca facilitar a compra de veículos com juros mais baixos que os praticados no mercado, ao mesmo tempo em que impõe critérios ambientais e de produção nacional.
O crédito está disponível para:
- Pessoas físicas, como transportadores autônomos;
- Cooperativas;
- Empresas do setor de transporte.
No caso de caminhões seminovos, a compra é restrita a autônomos vinculados a cooperativas, e os veículos devem ter sido fabricados a partir de 2012.
Podem ser financiados:
- Caminhões;
- Ônibus;
- Implementos rodoviários (como reboques e carrocerias).
Para serem aceitos no programa, os veículos precisam cumprir duas exigências principais:
- Sustentabilidade: respeitar limites de emissão de poluentes;
- Origem nacional: atender a índices mínimos de fabricação no Brasil.
Esses critérios seguem as diretrizes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos.
Uma das formas de conseguir condições ainda melhores no financiamento é entregar um veículo antigo como parte do processo.
Para isso, o veículo usado precisa:
- Estar em condições de rodagem;
- Ter licenciamento regular (2024 ou posterior);
- Ter mais de 20 anos de fabricação;
- Após a operação, o proprietário deve comprovar que o veículo foi encaminhado para reciclagem em até 180 dias.
Financiamento
As condições financeiras das linhas de crédito do programa, como juros, prazos e carência, foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na terça-feira (5).
Os prazos variam conforme o perfil:
- Até 10 anos (120 meses) para autônomos, com até 12 meses de carência (prazo para pagar a primeira prestação);
- Até 5 anos (60 meses) para empresas, com até 6 meses de carência
- O valor máximo por financiamento é de R$ 50 milhões por cliente.
Com a nova regulamentação, o governo pretende:
- Renovar a frota de transporte no país;
- Reduzir a emissão de poluentes;
- Incentivar a indústria nacional;
- Ampliar o acesso ao crédito com juros mais baixos.
A ampliação do programa foi autorizada por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais que dobrou os recursos disponíveis, que antes eram de R$ 10 bilhões.
A expectativa é que as novas regras acelerem a adesão ao programa e ampliem os investimentos no setor de transporte.
Economia
Dólar sobe para R$ 4,92, e bolsa avança por segundo dia consecutivo
Em um dia marcado pela queda acentuada do petróleo e da melhora no cenário externo, o dólar fechou em leve alta, motivado pela intervenção do Banco Central (BC). A bolsa subiu pela segunda vez seguida e superou os 187 mil pontos

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (6) vendido a R$ 4,921, com alta de R$ 0,009 (+0,17%). A cotação chegou a R$ 4,93 na máxima do dia, por volta das 11h30, mas perdeu força ao longo da tarde com a melhora do apetite global por risco.
Apesar da queda do dólar em relação a outras moedas, o câmbio foi pressionado por fatores internos. Um deles foi a atuação do Banco Central, que realizou uma intervenção no mercado ao vender US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, equivalentes a uma compra de dólares no mercado futuro.
A operação empurra o dólar para cima. Segundo analistas, o BC aproveitou a cotação baixa da moeda estadunidense para fazer swaps reversos e reduzir o estoque de operações cambiais, composto em maior parte por swaps cambiais tradicionais (venda de dólares no mercado futuro).
Outro fator foi a queda do petróleo, que afetou o desempenho recente do real. Nos últimos dias, a moeda brasileira vinha sendo beneficiada pela alta da commodity (bem primário com cotação internacional), importante para a balança comercial do país.
Mesmo com a alta no dia, o dólar ainda acumula:
- Queda de 0,63% na semana;
- Recuo de 10,34% no ano.
Bolsa
Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais.
O principal índice da B3 fechou com avanço de 0,50%, aos 187.690 pontos, após oscilar entre mínima de 186.762 e máxima de 188.674 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,2 bilhões.
O desempenho foi puxado por ações ligadas a mineradoras e a empresas de consumo, que se valorizaram. Na outra ponta, empresas do setor de petróleo recuaram, acompanhando a forte queda da commodity.
As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionistas) da Petrobras caíram 3,77%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 2,86%. As ações da estatal são as mais negociadas no Ibovespa.
No exterior, bolsas de Nova York tiveram ganhos superiores a 1%, com novos recordes no S&P 500 (índice das 500 maiores empresas) e no Nasdaq (das empresas de tecnologia), reforçando o ambiente favorável a ativos de risco.
Petróleo
Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% no mercado internacional, influenciando diretamente câmbio e bolsa.
O barril do tipo Brent, referência global, caiu 7,83%, a US$ 101,27. O WTI, do Texas, recuou 7,03%, a US$ 95,08.
A queda foi provocada por sinais de redução das tensões no Oriente Médio. Nesta quarta, o Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, enquanto o governo dos Estados Unidos mencionou avanços nas negociações com o país.
A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global de petróleo reduziu o chamado “prêmio de risco” da commodity, pressionando os preços para baixo. Mesmo com o recuo, o mercado continua atento ao conflito, que ainda pode gerar volatilidade nos preços de energia e impactos sobre a economia global.
* com informações da Reuters
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