Mato Grosso
Instituições alinham políticas públicas para sistema penitenciário
Mato Grosso
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta segunda-feira (13), de uma reunião institucional com representantes do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), realizada na Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).O objetivo do encontro foi conhecer as ações voltadas à criação de novas vagas e à construção de novas unidades prisionais em Mato Grosso, com foco principal no enfrentamento da superlotação do sistema penitenciário estadual, agravada pela interdição de diversas unidades. Também foram discutidas medidas para o fortalecimento de políticas estruturantes voltadas à segurança, à legalidade e à adequada execução penal.A procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal (CAO da Execução Penal), Josane Fátima de Carvalho Guariente, ressaltou a importância do alinhamento institucional para a construção de soluções efetivas.“Essa foi uma visita institucional importante para alinhar as ações que o Centro de Apoio Operacional da Execução Penal já vem desenvolvendo, especialmente os projetos voltados à ressocialização, além de enfrentar o momento delicado que o sistema penitenciário atravessa”, afirmou.Segundo a procuradora, a interdição de unidades tem causado preocupação, principalmente entre membros do Ministério Público que atuam no interior do estado.“Essa situação gera inquietação e grande preocupação. Apesar disso, saímos otimistas da reunião, pois já existem ideias e ações concretas sendo adotadas pela Secretaria de Justiça”, completou.Durante o encontro, o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, apresentou avanços relacionados à estruturação da Associação de Proteção a Existências Condenados (APAC), incluindo a destinação de uma área para a construção da primeira unidade.“Apresentamos o termo de concessão de uma área disponibilizada pelo Governo do Estado para a construção da primeira unidade da APAC. Agora, estamos trabalhando de forma conjunta com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça para incluir esse projeto no termo que está sendo finalizado”, explicou.O secretário destacou que o objetivo é garantir a efetiva execução do projeto. “Estamos definindo o perfil da unidade, a quantidade de vagas e os demais aspectos necessários para que a construção seja realizada de forma planejada e responsável”, ressaltou.O promotor de Justiça e coordenador-adjunto do CAO da Execução Penal, Roberto Arroio Farinazzo Júnior, alertou para o risco de colapso do sistema prisional em Mato Grosso.“Praticamente todas as unidades do estado estão superlotadas, o que representa um risco significativo. A simples liberação de presos não é uma solução adequada, pois pode aumentar a criminalidade e fortalecer organizações criminosas”, afirmou.Para o promotor, a reunião resultou em avanços relevantes, especialmente quanto ao comprometimento institucional com soluções estruturais.“O que observamos foi a intenção do governo em criar novas unidades e ampliar as vagas existentes, garantindo que o sistema tenha capacidade para manter a custódia quando necessária, preservando a segurança da sociedade”, pontuou.O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, destacou a importância da integração entre os poderes. “A reunião foi fundamental para definir estratégias e estabelecer um plano de ação conjunto, com foco na ampliação de vagas e no fortalecimento do sistema prisional”, afirmou.Ao final, as instituições reforçaram o compromisso de manter o diálogo permanente e atuar de forma integrada na busca por soluções estruturais para o sistema penitenciário de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Nova série da TV Assembleia estreia sábado (7) e revela curiosidades da natureza e da história de Mato Grosso
A TV Assembleia de Mato Grosso (TVAL) estreia neste sábado (7), às 20h, a série inédita “Só Tem Aqui”, que apresenta descobertas científicas e curiosidades sobre a fauna e a história do estado. Dividida em quatro episódios, a produção aborda desde o comportamento de animais do Pantanal até pesquisas arqueológicas que levantam novas questões sobre a ocupação humana no continente americano.
O primeiro episódio será dedicado aos besouros conhecidos como rola-bostas, que desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental e apresentam comportamentos curiosos, como a capacidade de se orientar pela Via Láctea. Os demais programas serão exibidos nos sábados seguintes, sempre às 20h, com reprises ao longo da programação da emissora.
A ideia da série surgiu de uma inquietação do jornalista Anderson Sartori, que buscava novas formas de tornar a programação da TV pública mais atraente, sem deixar de lado seu papel educativo. Inicialmente voltado à história, o projeto ganhou novos caminhos quando ele percebeu o potencial das pesquisas sobre a natureza mato-grossense.
“Foi um insight que eu tive em casa, pensando em como melhorar o nosso trabalho, tornar o nosso trabalho como TV pública mais atraente e também cumprir o papel de TV pública”, conta Sartori, idealizador e apresentador da série.
A construção dos episódios exigiu contato com pesquisadores e instituições de ensino superior. Segundo o jornalista, algumas conversas se estenderam por três meses até que as informações científicas fossem organizadas em uma narrativa adequada à televisão. Entre a elaboração da proposta e as gravações, o projeto levou aproximadamente dois anos.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
A preocupação em alcançar diferentes públicos também orientou a linguagem adotada. “A ideia é que seja um conteúdo profundo, mas ao mesmo tempo leve e, em alguns momentos, até engraçado e divertido, para que a gente consiga alcançar mais pessoas”, explica Sartori.
Além das entrevistas com especialistas, a série conta com a participação da repórter Priscila Almeida, que conversa com estudantes do ensino fundamental sobre os assuntos apresentados.
“Isso enriquece o projeto porque as crianças têm uma forma diferente de enxergar o mundo e frequentemente nos surpreendem com suas observações. Além disso, esse formato gera identificação com o público mais jovem e desperta interesse pela fauna, pela flora e pela ciência”, destaca Priscila.
Próximos episódios – No dia 14 de novembro, a série mostra pesquisas sobre onças-pintadas do norte do Pantanal que passaram a apresentar comportamentos cooperativos. Em 21 de novembro, o destaque será uma espécie de cobra-d’água que ainda desafia pesquisadores.
O encerramento, em 28 de novembro, abordará descobertas arqueológicas realizadas em Jangada, onde foram encontrados vestígios de aproximadamente 26 mil anos associados à presença humana e à megafauna. Para apresentar esse período histórico, a produção utiliza recursos de inteligência artificial na reconstrução de cenários, com trabalho de pós-produção do editor Marcos Okamura.
A série será exibida pela TV Assembleia nos canais abertos 30.1, em Cuiabá, e 9.2, no interior do estado. Além das reprises na programação, cada episódio ficará disponível no YouTube da emissora (@TVAssembleiaMT) após a estreia.
Fonte: ALMT – MT
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