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Márcia Pinheiro sai do coma após quase dois meses de internação por AVC

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A ex-primeira-dama de Cuiabá Márcia Pinheiro, de 58 anos, apresentou uma evolução em seu quadro de saúde e saiu do coma após quase dois meses de internação em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC). Apesar da melhora, ela ainda apresenta períodos alternados de consciência e inconsciência. Seu estado clínico é considerado estável.

Márcia permanece internada no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde recebe acompanhamento médico contínuo. A equipe de saúde monitora sua evolução após os procedimentos cirúrgicos realizados desde o início do tratamento. O processo de recuperação é considerado gradual.

O AVC ocorreu em 13 de setembro, quando Márcia estava em casa, em Cuiabá. Ela foi encaminhada inicialmente ao Hospital Jardim Cuiabá, onde passou por uma cirurgia de emergência e permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No dia 24 de setembro, por decisão da família, a ex-primeira-dama foi transferida para o Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento. Seis dias depois, em 30 de setembro, foi submetida a uma nova cirurgia para retirada de uma malformação arteriovenosa cerebral (MAV), apontada como a causa do AVC.

Desde então, a recuperação tem exigido acompanhamento especializado e cuidados intensivos. No mês passado, pessoas próximas à família já haviam informado que o processo de retirada da sedação e retomada da consciência poderia ser lento.

Trajetória pública

Márcia Pinheiro é esposa do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) e mãe do deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD). Durante os dois mandatos do marido à frente da Prefeitura, atuou como primeira-dama da Capital, com participação em iniciativas sociais.

Em 2022, disputou o Governo de Mato Grosso pelo Partido Verde (PV) e terminou a eleição em segundo lugar, com 267.172 votos, correspondentes a 16,41% dos votos válidos.

A família acompanha a evolução do tratamento, enquanto Márcia permanece hospitalizada, sem previsão de alta divulgada.



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Assembleia nega repasses ao TCE por emendas parlamentares e explica ajuste no orçamento

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) afirmou que nunca realizou repasses de recursos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) por meio de emendas parlamentares impositivas, sejam individuais ou de lideranças partidárias. O esclarecimento foi divulgado após a menção a uma emenda legislativa em investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo o órgão de controle.

Em nota, o Legislativo destacou que a emenda citada no inquérito não se trata de uma indicação parlamentar destinada a beneficiar o Tribunal de Contas, mas de uma emenda legislativa à Lei Orçamentária Anual (LOA). Esse instrumento é utilizado durante a tramitação de matérias na Assembleia para promover ajustes no texto de projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e no próprio orçamento estadual.

Segundo a ALMT, a alteração mencionada teve como finalidade corrigir diferenças entre a previsão de arrecadação do Governo de Mato Grosso e os valores efetivamente registrados ao longo da execução orçamentária.

A Assembleia explicou que os repasses aos Poderes e órgãos autônomos, como Tribunal de Justiça, TCE, Ministério Público e Defensoria Pública, seguem percentuais e critérios definidos na legislação, tendo como referência a Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado.

Quando a arrecadação supera as estimativas iniciais, podem ser necessários ajustes nos valores destinados a essas instituições. Nesses casos, cabe ao Executivo encaminhar à Assembleia propostas de adequação orçamentária, que são analisadas e formalizadas por meio de emendas legislativas à LOA.

O Legislativo sustenta que sua participação nesse processo não teve o objetivo de conceder recursos extras ou qualquer benefício extraordinário ao Tribunal de Contas. De acordo com a nota, a atuação buscou assegurar o cumprimento dos valores legalmente previstos para o TCE-MT e os demais órgãos autônomos, em conformidade com as regras constitucionais e orçamentárias.

A manifestação da Assembleia busca diferenciar a emenda legislativa mencionada na investigação das emendas parlamentares impositivas, que são instrumentos distintos de destinação de recursos públicos.



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