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Governo do Estado investe R$ 817 milhões na agricultura familiar e amplia presença técnica em todo o Estado

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Os investimentos destinados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) ao setor, estimados em R$ 817 milhões, foram apresentados pelo governador Mauro Mendes nesta segunda-feira (2.2), durante a sessão solene de abertura da 20ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os recursos, executados Seaf têm como foco impulsionar o desenvolvimento rural, ampliar a geração de renda, garantir a segurança alimentar e fortalecer as economias locais.

De acordo com o balanço apresentado, os fundos aplicados têm sido investidos em ações que vão desde a mecanização agrícola até o acesso a insumos, melhoramento genético, irrigação e fortalecimento da comercialização.


O governador Mauro Mendes ressaltou os avanços conquistados ao longo da gestão. “Investir na agricultura familiar significa investir no futuro do estado. Cada aplicação financeira fortalece o produtor, gera emprego e melhora a renda das famílias que vivem em propriedades de agricultura de pequena escala”, disse o governador.


Para o vice-governador Otaviano Pivetta, o apoio dos parlamentares foi importante para os resultados alcançados. “O apoio dos parlamentares foi fundamental para que os investimentos chegassem a quem mais precisa. É assim que construímos um estado mais produtivo e organizado para todos”, salientou.

Responsável pela execução das iniciativas, a Seaf atua de forma integrada com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que garante assistência técnica e extensão rural nos 142 municípios do estado, levando orientação direta às propriedades rurais.


Segundo a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, os resultados refletem uma política pública voltada à base produtiva do campo. “Os aportes feitos na agricultura familiar são estruturantes. Eles fortalecem a produção, aumentam a renda das famílias e promovem o desenvolvimento regional com inclusão social”, afirma.

A presença da assistência técnica é apontada como fator decisivo para o sucesso das ações. Para o presidente da Empaer, Suelme Fernandes, o alcance estadual da empresa assegura eficiência na aplicação dos investimentos. “A Empaer atua em parceria com a Seaf e as prefeituras para promover o desenvolvimento regional e combater a pobreza rural, como no Fundaaf Inclusão Produtiva, que beneficiou empreendimentos da agricultura familiar em Mato Grosso.”

De máquinas e implementos agrícolas à feira livre

Os investimentos permitiram a aquisição de 8.415 máquinas e equipamentos agrícolas, além da distribuição de 29.894 insumos e 61 mil toneladas de calcário, contribuindo para a correção do solo e o aumento da produtividade.

Na cadeia do leite, foram entregues 991 resfriadores, 550 ordenhadeiras e 36.265 doses de sêmen, fortalecendo a produção e a qualidade do leite em propriedades familiares. Também foram distribuídas 250 novilhas prenhes, ampliando a base produtiva.

A diversificação produtiva foi impulsionada com 497 kits de irrigação, 1.000 kits para apicultores e o plantio de mais de 1,2 milhão de mudas. Já o acesso ao mercado foi reforçado com a entrega de 4.500 barracas para feiras livres, ampliando os canais de comercialização direta.

Outro destaque é o apoio financeiro direto, com a entrega de 3.568 cartões do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf), garantindo crédito e fomento a pequenos produtores inscritos no CadÚnico, em diferentes cadeias produtivas.

O conjunto das ações consolida a agricultura familiar como um dos pilares do desenvolvimento rural em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT



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Prevenção ao feminicídio é tema de diálogo promovido pelo MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ampliou o debate sobre o enfrentamento ao feminicídio ao promover, nesta quinta-feira (16), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping, em Cuiabá, mais uma entrevista do projeto Diálogos com a Sociedade. Com o tema “Feminicídio: prevenção, políticas públicas e rede de proteção”.O encontro reuniu a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Estudos sobre Violência Doméstica, e a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Justiça Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.Durante a conversa, a procuradora de Justiça Elisamara Portela explicou o conceito de feminicídio e a importância da tipificação penal para dar visibilidade a um crime historicamente naturalizado. Segundo ela, “o feminicídio é a prática do crime de morte contra uma mulher dentro de um relacionamento afetivo, ou quando termina um relacionamento afetivo, ou a morte de uma mulher por uma pessoa que despreza o fato dela ser mulher”. A procuradora destacou ainda que a legislação atual prevê penas elevadas, que podem chegar a até 60 anos de prisão.Dados apresentados durante a entrevista evidenciam a gravidade do cenário em Mato Grosso. Em 2025, foram registrados 54 casos de feminicídio no estado. Já em 2026, até o momento, são 13 casos contabilizados. Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, compreender esses números é fundamental para formular políticas públicas eficazes. “Só entendemos o tamanho do problema quando nos debruçamos sobre ele”, afirmou, ao tratar da criação do Observatório Caliandra, em março de 2024.As entrevistadas destacaram que o feminicídio, em regra, é o desfecho de uma escalada de violências anteriores, muitas vezes invisibilizadas. “A violência psicológica é extremamente sutil e comum; envolve formas de controle sobre o que a mulher veste, com quem fala ou se pode estudar. Muitas vezes a mulher normaliza isso achando que é amor”, pontuou Elisamara Portela. Ela também alertou para a ocorrência de violência sexual dentro do casamento e para práticas como o controle forçado da natalidade, frequentemente desconhecidas pelas vítimas como formas de crime.A importância da medida protetiva de urgência foi outro ponto central do debate. Segundo a procuradora de Justiça, ao registrar a ocorrência, a mulher pode solicitar a medida, que deve ser analisada pelo Judiciário em até 48 horas. “Ano passado foram mais de 18 mil medidas em Mato Grosso; dessas 18 mil mulheres, 54 foram mortas. Isso mostra que a medida protege”, destacou.Já em 2026, já foram registrados mais de 5 mil pedidos. A promotora Claire Vogel Dutra reforçou que “a medida protetiva salva vidas” e alertou que grande parte das vítimas de feminicídio não havia solicitado essa proteção, o que evidencia a necessidade de ampliar a informação e o encorajamento à denúncia.O MPMT também atua no acolhimento das vítimas por meio de uma rede integrada de serviços. No Espaço Caliandra, localizado ao lado do fórum da capital, são ofertados atendimentos multiprofissionais, com psicólogos, assistentes sociais e orientação jurídica, além de encaminhamentos para programas sociais, auxílio-aluguel, moradia popular e capacitação profissional.No interior do Estado, as ações se estendem com iniciativas como o Projeto Gaia, que orienta promotores na articulação das redes locais, e o estímulo à criação de Planos Municipais de Enfrentamento à Violência.Ao tratar das mudanças legislativas recentes, a promotora de Justiça ressaltou os avanços do chamado pacote antifeminicídio. “O feminicídio tornou-se um crime autônomo, com penas maiores, e também surgiu o conceito de violência vicária, que é quando o agressor mata um filho ou parente para atingir a mulher”, explicou.Segundo a promotora, o endurecimento das penas contribuiu para a redução do tempo médio de julgamento e para o fortalecimento da resposta penal. As entrevistadas também reforçaram o papel da sociedade no enfrentamento à violência, lembrando que qualquer pessoa pode denunciar casos suspeitos, inclusive de forma anônima, pelo telefone 127, da Ouvidoria do Ministério Público.Projeto FloreSer – a atuação do Ministério Público também se estende à prevenção por meio da educação. Nesse contexto, a promotora Claire Vogel Dutra destacou o Projeto Florescer, iniciativa voltada especialmente a estudantes do ensino médio.O projeto promove rodas de conversa e atividades educativas nas escolas, abordando temas como relacionamentos afetivos saudáveis, respeito, igualdade e identificação precoce de comportamentos abusivos.A preocupação, segundo a promotora, é com a naturalização do controle nas relações entre jovens, envolvendo práticas como o uso de aplicativos de rastreamento e o compartilhamento forçado de senhas. A proposta é conscientizar desde cedo de que controle não é demonstração de amor e que esse tipo de comportamento pode evoluir para formas mais graves de violência.Assista à entrevista na íntegra aqui.   Espaço MP Por Elas - aberto ao público até esta sexta-feira (17), o Espaço MP Por Elas integra a programação da temporada 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. As entrevistas permanecem disponíveis nos canais digitais do Ministério Público de Mato Grosso, ampliando o acesso à informação e reforçando o compromisso institucional com a promoção da cidadania, da dignidade e dos direitos das mulheres.   A edição 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade é realizada pelo MPMT em parceria com a Fiemt, o Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), Águas Cuiabá, Energisa Mato Grosso, Amaggi, Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Pantanal Shopping, Monza Tintas, Sofisticato, Janaína Figueiredo – Arquitetura e Interiores, e Roberta Granzotto Decor.   

Fonte: Ministério Público MT – MT



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