Mato Grosso
“Trotes ocupam chamadas de alguém com risco de vida”, adverte superintendente do Ciosp
Mato Grosso
“Os trotes ocupam uma linha de chamada que poderia ser utilizada por alguém em situação de emergência, ou em risco de vida”, adverte o superintendente do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), tenente coronel PM Wangles dos Santos Lino. A unidade é responsável pelo atendimento de chamadas de urgência das forças de segurança de Cuiabá e Várzea Grande.
Conforme dados do Ciosp, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foram identificados 25.504 trotes do total de ligações atendidas pela central de atendimento em 2024.
Deste total, 15.351 foram praticados por adultos e 10.153 por crianças. As chamadas falsas representaram 3,9% do total dos chamados atendidos pela central no ano passado.
Apesar da porcentagem de trotes ser pequena em relação ao total de chamados, o tenente coronel PM Wangles dos Santos Lino, destacou que os prejuízos provocados ao Estado e a população são graves.
“Viaturas e servidores são deslocados para verificar essa falsa ocorrência, gerando também um custo para o Estado. Os trotes não são apenas uma brincadeira, mas um crime, e pode prejudicar quem realmente precisa de ajuda. É importante que as pessoas tenham consciência disso”, detalhou.
O trote aos serviços de emergência é um crime previsto no Código Penal. Quando identificado, o autor é enquadrado no artigo 340 e responde por falsa comunicação de crime ou de contravenção, com pena de detenção de um a seis meses ou multa.
O Ciosp recebe chamados de urgência direcionados a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá e Guarda Municipal de Várzea Grande por meio dos números 190, 197, 181 e 193.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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