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Flamengo goleia Maricá e conquista a Taça Guanabara

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O Flamengo confirmou o favoritismo e conquistou o título da Taça Guanabara neste sábado, ao golear o Maricá por 5 a 0 no Maracanã. A partida, válida pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Carioca, viu o Rubro-Negro dominar completamente as ações, garantindo a vitória e o troféu com gols de Gerson, Léo Ortiz, Arrascaeta, Luiz Araújo e Matheus Gonçalves.

Domínio Rubro-Negro 

Desde o apito inicial, o Flamengo impôs seu ritmo e pressionou o Maricá. Aos quatro minutos, Arrascaeta já assustava com um chute no travessão. Aos 16, Gerson aproveitou rebote na área para abrir o placar. O segundo gol veio aos 25, com Léo Ortiz completando uma jogada confusa na área.

Com a vantagem estabelecida, o Flamengo diminuiu a intensidade, mas manteve o controle da posse de bola até o intervalo.

Segundo tempo

Na segunda etapa, o Flamengo voltou a acelerar o ritmo. Bruno Henrique quase marcou aos cinco minutos, mas João Vitor salvou o Maricá em cima da linha. Aos dez, Arrascaeta ampliou com um chute cruzado. Luiz Araújo, aos 13, fez o quarto gol em jogada individual.

O Maricá esboçou uma reação aos 29 minutos, com Felipe Carvalho cabeceando com perigo. No entanto, Matheus Gonçalves, aos 35, fechou a goleada com um toque de categoria na saída do goleiro.

Próximos passos

Com a vitória, o Flamengo chegou aos 23 pontos e garantiu o título da Taça Guanabara. O Maricá, com 12 pontos, se despede do Campeonato Carioca. Agora, o Flamengo aguarda a definição de seu adversário na semifinal do Estadual, que será conhecido nos jogos deste domingo.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 5 X 0 MARICÁ

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 22/02/2025
Hora: 19h (de Brasília)
Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz
Assistentes: Gustavo Motta Correia e Lilian da Silva Fernandes
VAR: Alexandre Vargas Tavares
GOLS: Gerson, aos 16min do primeiro tempo; Léo Ortiz, aos 25min do primeiro tempo; Arrascaeta, aos 10min do segundo tempo; Luiz Araújo, aos 13min do segundo tempo; Matheus Gonçalves, aos 35min do segundo tempo (Flamengo)

FLAMENGO: Rossi, Varela, Danilo, Léo Ortiz (Wallace) e Léo Pereira; Pulgar (Allan), Gerson e Arrascaeta; Plata (João Victor), Bruno Henrique (Matheus Gonçalves) e Cebolinha (Luiz Araújo). Treinador: Filipe Luis

MARICÁ: Dida, Almir (Magno Nunes), Felipe Carvalho, Sandro e João Victor; Clayton (Sergio Mendonça), Bezerro, Vinícius Matheus (Rhenan) e Walber (Bruninho); Gutemberg e Hugo Borges (Rafael Carioca). Técnico: Reinaldo Oliveira

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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