Política
Chico Guarnieri integra comitiva de deputados para reunião no STF sobre lei de incentivos fiscais
Política
O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD), a convite do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), integrou a comitiva de parlamentares estaduais que se reuniram com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em Brasília, nesta quarta-feira (19). Junto com representantes da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), os deputados defenderam a constitucionalidade da Lei 12.709/2024.
A lei, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), proíbe a concessão de benefícios fiscais e terrenos públicos às empresas que participam de acordos, tratados ou quaisquer outras formas de compromissos, nacionais ou internacionais, que imponham restrições à expansão da atividade agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica, sob qualquer forma de organização ou finalidade alegada.
A proposta foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), relatada pelo ministro Flávio Dino. Os parlamentares estaduais e a Aprosoja-MT tentam reverter essa liminar, defendendo que a lei é, sim, constitucional, enquanto que a Moratória da Soja é prejudicial ao agronegócio e ignora a legislação ambiental rígida praticada no Brasil.
“Nós, do estado de Mato Grosso, não concordamos com a penalidade aplicada aos nossos produtores rurais, pois sabemos que o Brasil tem a legislação ambiental mais rígida do mundo e nossos agricultores já obedecem essas determinações. Participamos dessa reunião e vamos defender os nossos produtores rurais, pois temos o agronegócio como um motor da economia mato-grossense”, afirmou Chico Guarnieri.
O presidente da ALMT, Max Russi, avaliou como positivo o encontro com o ministro e informou que Flávio Dino assumiu o compromisso de mediar uma conciliação entre os governos de Mato Grosso e do Pará. O senador Wellington Fagundes (PL) confirmou que realizará uma audiência no Senado Federal, que deverá contar com a presença da Aprosoja-MT e de empresas que atuam no setor.
Também integraram a comitiva, os deputados Janaina Riva (MDB), Wilson Santos (PSD); além do presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, o diretor executivo da entidade, Wellington Andrade e outras autoridades.
Fonte: ALMT – MT
Política
Estudo legislativo aponta para a necessidade de novas reformas para estabilizar a dívida pública
Estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados sinaliza o aumento da dívida pública brasileira nos próximos anos, em contraste com as projeções do governo, que indicam queda a partir de 2029. Em maio, a dívida era de 81,1% do Produto Interno Bruto, mas as projeções de especialistas apontam para mais de 100% entre 2032 e 2035.
O autor do estudo, o consultor Paulo Bijos, afirma que o governo eleito terá que apresentar novas soluções estruturais até 15 de abril de 2027, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2028.
Boa parte do trabalho busca responder à pergunta sobre qual seria o nível preocupante para a dívida pública. Isso porque a legislação atual preconiza a necessidade de estabilização do endividamento.
Estudo de 2025 citado pelo consultor analisou as contas de 172 países e identificou limites máximos para a sustentabilidade da dívida, que seriam de 124% do PIB para países desenvolvidos, 76% para países emergentes e 57% para países de baixa renda.
Para o Brasil, por causa de fatores como nível da taxa de juros, crescimento econômico e tributação, o nível máximo seria de 103,3% do PIB em 2024.
Dívida e crise
Bijos ressalta que é preciso ter uma atitude preventiva. “Uma postura prudencial, com efeito, deveria preservar certo distanciamento de limites máximos para a dívida pública, até mesmo para que se preserve espaço fiscal para a ampliação da dívida em momentos de crises, quando são acionadas políticas anticíclicas expansionistas”, afirma.
Ele explica que existe um conceito chamado de “fadiga fiscal”, que é quando o país perde gradualmente a capacidade de reação fiscal por meio da geração de superávits primários (receitas de impostos maiores que as despesas primárias) na intensidade necessária para estabilizar a dívida pública. Isso porque existem limites tanto para o aumento da tributação quanto para o corte de gastos de despesas correntes.
“O Brasil, ao que parece, já opera em uma região de resistência para novos aumentos de carga tributária, e o gasto público tenderá a ser constantemente pressionado, nos anos futuros, em decorrência da transição demográfica em curso no país”, diz Bijos.
Ajuste fiscal
Paulo Bijos afirma que, para gerar superávits capazes de estabilizar a dívida em 80% do PIB, o país teria que fazer um ajuste fiscal equivalente a R$ 330 bilhões anuais. Para se ter uma ideia do tamanho disso, no Orçamento de 2026 as despesas não obrigatórias estão em torno de R$ 240 bilhões.
O estudo compara a dívida brasileira com a de outros países porque constantemente é citado o exemplo do Japão, que tem uma dívida de mais de 200% do PIB e não sofreria tanta pressão pela redução. O consultor explica que os países mais ricos têm um custo menor para arcar com a dívida porque as taxas de juros são baixas.
O estudo conclui que, por causa do período eleitoral, a discussão sobre novas reformas deverá ser adiada para o final deste ano.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra
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