MEDIDAS IMPOPULARES
Decretos de Abilio na área de saúde geram críticas do Sindimed e CRM/MT
Instituição que representa a categoria médica pede que MPF apure essa medida de Abílio, considerada arbitrária
Saúde
Medidas baixadas recentemente pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na área de saúde, mereceram pronto repúdio do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT). Conforme a instituição sindical, são decretos prejudiciais ao bom andamento da saúde, e efetivamente prejudicam o usuário SUS. Um deles, cita, é o decreto de Situação de Emergência.
O Sindimed explica que fará recomendações aos clínicos referentes a essas medidas claramente arbitrárias. Eles já foram orientados para a vigilância que podem vir a sofrer constrangimentos, via filmagens por parte de assessores do prefeito. Ao Ministério Público Federal, é solicitado abertura de investigações para apurar tal conduta e, também, a aplicação dos recursos públicos nessa área.
Abilio justifica que as medidas baixadas vêm ao encontro das demandas detectadas na saúde. Citou ter instituído decreto de Situação de Emergência em face do surto de arboviroses – dengue e chikungunya.
“Esses casos aumentaram de forma fenomenal. Somente em 20 dias, por exemplo, houve acréscimo de 204,5% e 1.913,3%. Diante de tal situação, fomos obrigados a adotar medidas administrativas compatíveis à gravidade desse quadro geral”. Também foram adquiridos medicamentos e insumos para tratamento dos surtos.
Uma outra medida do prefeito se estendeu às UBS da capital – Unidades Básicas de Saúde, para que recebam pacientes. O objetivo, argumenta, é desafogar as UPA(s), Unidades de Pronto Atendimento.
Porém, segundo o sindicato, houve intimidação do Executivo para que os servidores acatassem tais determinações, sob pena de serem penalizados. Além do Sindimed, essa decisão foi igualmente desaprovada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso.
Na prática, é o alerta conjunto do Sindicato dos Médicos e do Conselho Regional de Medicina/MT, esse decreto municipal é realmente preocupante, e pode prejudicar pacientes catalogados como crônicos. Ambas as instituições instruem para que os servidores da área registrem os atendimentos e cumpram a carga horária definida. E se forem filmados por membros da equipe de Abilio, devem registrar isso com idênticas gravações.
O Conselho divulgou uma nota em que repudia veementemente esse procedimento adotado pelo prefeito para com os profissionais da área de saúde. Segundo a nota, há claro intuito do prefeito em criminalizar e responsabilizar os médicos pelo caos na saúde da capital. Postura que incentiva negativamente a população para visualizar os médicos na condição de vilões do processo de atendimento, gerando violência verbal e mesmo física contra esses profissionais.
É detalhado, na mesma nota do CRM/MT, a falta de infraestrutura das UPAs e UBAs em relação a atendimentos de urgência e emergência, ao contrário das UPAs. Essas primeiras não foram criadas para tal função, é frisado pelas instituições que representam a categoria médica. É notório que o prefeito insiste em atribuir aos médicos as deficiências que a saúde pública do município registra há anos, diz o CRM/MT.
Na interpretação dos conselheiros, há forçoso intuito de se criar ilusória cortina de fumaça sobre a precariedade da saúde, como se as soluções fossem fáceis, ao alcance geral, e só não acontecem porque os médicos simplesmente não querem.
Saúde
Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades
Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.
De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.
A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.
Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.
Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.
Prefeitura nega irregularidades
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.
Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.
A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.
Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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