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Fluminense vira nos minutos finais e vence Santos por 3 a 2 na Vila Belmiro pelo Brasileirão
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O Fluminense conquistou uma vitória suada por 3 a 2 contra o Santos, neste domingo, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro. O Peixe chegou a ficar à frente do placar em duas oportunidades, mas não resistiu à reação carioca, com John Kennedy definindo o triunfo tricolor logo após uma perda de bola de Neymar.
Com o revés, o Santos cai para a 15ª posição, somando apenas 13 pontos. O Fluminense, por outro lado, assume a vice-liderança com 23 pontos, três atrás do Palmeiras.
O jogo
O alvinegro praiano abriu o marcador aos 9 minutos. Após roubo de bola de Willian Arão no ataque, Neymar avançou e serviu Gabigol, que chutou rasteiro com a perna direita para superar Fábio. Minutos depois, o camisa 9 santista teve mais uma chance clara, mas isolou após tabela com Neymar e Barreal.
O Tricolor igualou aos 24 minutos. Em erro de Arão, Castillo achou Savarino pela direita, que soltou uma bomba de fora da área no ângulo de Gabriel Brazão. O Flu passou a dominar a posse de bola nos minutos finais.
Segundo tempo
Aos 11 minutos, o Santos retomou a dianteira. Gabigol driblou pela esquerda e encontrou Barreal livre, que aplicou uma cavadinha sutil na saída do goleiro para recolocar o Peixe na frente.
A reação veio rápida: aos 14, Castillo cabeceou cruzamento de Guga após antecipação sobre Lucas Veríssimo, empatando novamente. Na sequência, Neymar perdeu contra-ataque promissor, e John Kennedy aproveitou para virar e selar a vitória flu-minense.
Próximos jogos
Santos encara o Coritiba pela 5ª fase da Copa do Brasil na quarta-feira (22), às 19h30, na Vila Belmiro.
O Fluminense visita o Operário-PR na quinta-feira (23), às 21h30, no Estádio Germano Krüger, pelo mesmo torneio.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Santos 2 x 3 Fluminense | |
| Competição | 12ª rodada do Campeonato Brasileiro |
| Local | Vila Belmiro, em Santos |
| Data | 19 de abril de 2026 (domingo) |
| Horário | 16h (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique, Gabigol, Luan Peres (Santos); Bernal, Alisson, Otávio (Fluminense) |
| Gols | Gabigol (9′ 1ºT – Santos), Savarino (24′ 1ºT – Fluminense), Barreal (11′ 2ºT – Santos), Castillo (14′ 2ºT – Fluminense), John Kennedy (40′ 2ºT – Fluminense) |
| Santos | Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Barreal (Lautaro Díaz); Willian Arão, Gustavo Henrique (Rollheiser), Gabriel Bontempo (Thaciano) e Moisés (Rafael Gonzaga); Neymar e Gabigol. Técnico: Cuquinha |
| Fluminense | Fábio, Guga, Jemmes, Freytes e Arana; Bernal (Otávio), Hércules e Alisson (John Kennedy); Savarino (Riquelme Felipe), Serna (Renê) e Castillo (Ganso). Técnico: Luis Zubeldía |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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