EM 2025
MT se consolida um dos principais motores do crescimento econômico do Brasil
O estado se mantém como líder na produção de grãos e carne bovina, garantindo sua relevância estratégica no cenário econômico brasileiro
Economia
Segundo projeções feitas pelo Banco do Brasil recentemente, o estado promete manter sua liderança nacional, com perspectivas de crescimento acima da média nacional tanto na agropecuária quanto na indústria. Mato Grosso se consolida como um dos principais motores do crescimento econômico do Brasil em 2025, impulsionado por uma safra agrícola recorde, expansão da produção pecuária e novos investimentos industriais.
De acordo com as projeções, Mato Grosso ocupa a segunda posição entre os estados que mais devem crescer em 2025, ficando atrás apenas do Mato Grosso do Sul (4,2%) e à frente do Rio Grande do Sul (4%). Apesar disso, o estado se mantém como líder na produção de grãos e carne bovina, garantindo sua relevância estratégica no cenário econômico brasileiro.
O estado deverá alcançar uma produção agrícola total de 311 milhões de toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. Este avanço será puxado principalmente pela soja, com aumento de 12,3% na produção do grão em 2025.
Além disso, a produção de milho deve se recuperar em 2025, com um crescimento projetado de 1,7%, após um recuo registrado no ano anterior. A melhora no rendimento médio das lavouras, associada a condições climáticas mais favoráveis e ao controle de pragas, reforça as expectativas de uma safra recorde.
Na pecuária, o abate de bovinos no estado atingiu números recordes em 2024, com crescimento de 15,3%. Esse movimento deve continuar em 2025, com forte demanda externa e interna impulsionando a produção de carne bovina e de aves. A avicultura de corte também apresenta uma perspectiva positiva, com crescimento projetado de 2,1%, acompanhado por um aumento no alojamento de animais.
Economia
Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço
O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).
O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.
A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.
O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.
Plataforma brasileira
O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.
A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.
Teste de recuperação
O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.
Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.
Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
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