EM 2025

MT se consolida um dos principais motores do crescimento econômico do Brasil

O estado se mantém como líder na produção de grãos e carne bovina, garantindo sua relevância estratégica no cenário econômico brasileiro

Publicado em

Economia

Foto: Edemir Rodrigues

Segundo projeções feitas pelo Banco do Brasil recentemente, o estado promete manter sua liderança nacional, com perspectivas de crescimento acima da média nacional tanto na agropecuária quanto na indústria. Mato Grosso se consolida como um dos principais motores do crescimento econômico do Brasil em 2025, impulsionado por uma safra agrícola recorde, expansão da produção pecuária e novos investimentos industriais.

De acordo com as projeções, Mato Grosso ocupa a segunda posição entre os estados que mais devem crescer em 2025, ficando atrás apenas do Mato Grosso do Sul (4,2%) e à frente do Rio Grande do Sul (4%). Apesar disso, o estado se mantém como líder na produção de grãos e carne bovina, garantindo sua relevância estratégica no cenário econômico brasileiro.

O estado deverá alcançar uma produção agrícola total de 311 milhões de toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. Este avanço será puxado principalmente pela soja, com aumento de 12,3% na produção do grão em 2025.

Além disso, a produção de milho deve se recuperar em 2025, com um crescimento projetado de 1,7%, após um recuo registrado no ano anterior. A melhora no rendimento médio das lavouras, associada a condições climáticas mais favoráveis e ao controle de pragas, reforça as expectativas de uma safra recorde.

Na pecuária, o abate de bovinos no estado atingiu números recordes em 2024, com crescimento de 15,3%. Esse movimento deve continuar em 2025, com forte demanda externa e interna impulsionando a produção de carne bovina e de aves. A avicultura de corte também apresenta uma perspectiva positiva, com crescimento projetado de 2,1%, acompanhado por um aumento no alojamento de animais.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Acordo Mercosul- UE entra em vigor nesta sexta após 26 anos

Publicados

em


Após 26 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira (1º), criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu.

A nova etapa marca um avanço histórico na integração comercial entre os dois blocos, com impacto direto na competitividade das empresas brasileiras no exterior. Os termos do acordo foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos. 

A aplicação do tratado, no entanto, ocorre de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que ainda avaliará sua compatibilidade jurídica com as normas do bloco. O processo pode demorar até dois anos.

Mais exportações com menos custos

Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a ter tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poderá entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada.

Na prática, a redução de tarifas diminui o preço final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros já terão tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas.

Indústria lidera ganhos imediatos

Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais. Isso indica que a indústria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo.

Os setores com maior impacto imediato incluem:

•    Máquinas e equipamentos;

•    Alimentos;

•    Metalurgia;

•    Materiais elétricos;

•    Produtos químicos.

No caso de máquinas e equipamentos, quase todas as exportações brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifas, abrangendo itens como compressores, bombas industriais e peças mecânicas.

Mercado ampliado e mais competitivo

O acordo conecta mercados que somam mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto trilionário. Com isso, o Brasil amplia significativamente seu alcance comercial.

Atualmente, países com os quais o Brasil possui acordos representam cerca de 9% das importações globais. Com a entrada da União Europeia, esse percentual pode ultrapassar 37%.

Além da redução de tarifas, o tratado estabelece regras comuns para comércio, padrões técnicos e compras governamentais, trazendo mais previsibilidade para empresas.

Implementação gradual

Apesar dos efeitos imediatos, nem todos os produtos terão tarifas eliminadas de uma vez. Para setores considerados mais sensíveis, a redução será feita de forma progressiva:

• Até 10 anos na União Europeia.

• Até 15 anos no Mercosul;

• Em alguns casos, até 30 anos.

Esse cronograma busca permitir adaptação das economias e proteger setores mais vulneráveis à concorrência internacional.

Próximos passos

A entrada em vigor marca o início da aplicação prática do acordo. Ainda serão definidos detalhes operacionais, como a distribuição de cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Durante cerimônia de assinatura do decreto de promulgação do acordo, na última terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o caráter estratégico do tratado. Segundo ele, o acordo reforça o compromisso com o multilateralismo e a cooperação internacional.

Entidades empresariais dos dois blocos também devem acompanhar a implementação para orientar empresas e garantir o aproveitamento das novas oportunidades comerciais.

 



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA