Política
Nome que Bolsonaro diz ter usado em exame de covid-19 é de filho de responsável pela coleta
Política
Da Redação
O presidente Jair Bolsonaro utilizou como codinome em um exame para detecção do coronavírus o nome do filho de uma das responsáveis pela coleta do material utilizado na análise, uma farmacêutica que trabalha no Hospital das Forças Armadas (HFA). A informação foi revelada pelo jornal Correio Braziliense e confirmada ao Estadão pelo Ministério da Defesa.
Em um dos exames, o nome utilizado é o do jovem R. A. A. C. F., de 16 anos. De acordo com o Ministério da Defesa, a mãe de R.A., que é tenente-coronel da Aeronáutica, coordenava a coleta das amostras para o exame de covid-19 do presidente e de seus assessores. Estava também sob a coordenação dela o envio do material para o laboratório Sabin, responsável pelo exame. O exame foi por coleta de material da nasofaringe, feita no dia 17 de março.
O Estadão está preservando os nomes dos envolvidos por se tratar de um menor. Segundo a Defesa, o nome do filho foi o que “ocorreu” à tenente-coronel no momento da coleta, quando foi pedida a utilização de um codinome. “Em consonância com a equipe médica da presidência, e no intuito de proteger e garantir confidencialidade aos exames do presidente da República, foi sugerida a utilização de um pseudônimo, sendo o nome que lhe ocorreu, naquele momento”, afirmou a pasta, em nota.
Os exames do presidente Jair Bolsonaro foram divulgados na quarta-feira por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) após o Estadão pedir na Justiça para ter acesso aos laudos. O Palácio do Planalto não explicou a decisão de Bolsonaro de utilizar o nome de uma pessoa real. O presidente disse que utiliza há mais de dez anos codinomes em situações como a manipulação de remédios em farmácias.
Além de trabalhar no HFA, a tenente-coronel é sócia, com o marido, de uma farmácia de manipulação em Brasília (DF). Em foto nas redes sociais, ela colocou os dizeres “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, slogan utilizado por Bolsonaro.
Ainda na quarta-feira, o Estadão falou, por telefone, com o pai de R.A, marido da tenente-coronel. Na ocasião, ele disse que não sabia o motivo de o presidente ter usado o nome de seu filho. “Não tenho (nenhuma teoria sobre o motivo). Você podia perguntar pra ele (Bolsonaro) me fala depois”, disse.
O pai, que também é farmacêutico, se negou a responder se o jovem R.A. havia feito exame para covid-19. “Não vou dar esse tipo de informação, meu filho é menor”, afirmou. Ele disse que não conhecia Bolsonaro, mas não quis responder se era apoiador do presidente.
A reportagem ligou para a mãe nesta sexta-feira. Ela desligou o telefone depois da identificação da repórter e não respondeu às mensagens enviadas.
Codinome
Questionado pela reportagem, o laboratório Sabin disse que não utiliza codinomes nos cadastros realizados em suas unidades. “Os casos referidos foram identificados e colhidos pelo HFA. Coube ao Sabin apenas o processamento dos exames preservando todas as informações encaminhadas pelo hospital, que é responsável pela identificação”, informou, em nota.
Já o Ministério da Defesa afirmou que “o uso de pseudônimos em exames de saúde de pessoas públicas, visando proteger a privacidade, é comum e não representa irregularidade”, e disse que isso está de acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial.
Exame
Depois de o Estadão pedir na Justiça acesso aos exames do presidente, a Advocacia-Geral da União (AGU) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) três exames com resultado negativo feitos pelo presidente. Dois exames, feitos pelo laboratório Sabin, foram registrados com o CPF, RG e data de nascimento de Bolsonaro, mas sob codinomes. O terceiro exame, feito pela Fiocruz, identifica o nome da pessoa apenas como “Paciente 05”. Não há indicação de documentos pessoais nem da data de nascimento do paciente.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,nome-que-bolsonaro-diz-ter-usado-em-exame-de-covid-19-e-de-filho-de-responsavel-pela-coleta,70003304634
Foto: Dida Sampaio/Estadão
Política
Davi comemora identificação de petróleo na Margem Equatorial
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, comemorou nesta sexta-feira (14) a identificação de petróleo em águas profundas da Marquem Equatorial brasileira. Em nota à imprensa, ele disse que recebeu a informação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
“Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu.
A Marquem Equatorial é uma zona litorânea e marítima que vai do Amapá até o Rio Grande do Norte. A descoberta anunciada nesta sexta ocorreu na costa do Amapá, estado do senador. Leia abaixo a íntegra da nota.
NOTA À IMPRENSA
Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país.
Acabei de ser informado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de que a companhia identificou a presença de petróleo em águas profundas da Margem Equatorial.
Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil.
Esse resultado também mostra a excelência da nossa Petrobras. Meu reconhecimento a todos os técnicos e profissionais da companhia que conduzem esse trabalho com competência, segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas.
Esse é o Amapá gigante que a gente quer: protagonista de um Brasil que cresce com desenvolvimento, preservação e oportunidades para a nossa população.
Viva a nossa gente!
Viva o Amapá gigante!
Viva o Brasil!
Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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