Várias reclamações

Contrato da médica é rompido pela Prefeitura de Alto Paraguai após acusações de grosseria

As reclamações dos pacientes indicam que ela tem se comportado de maneira oposta, descumprindo suas obrigações contratuais

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Saúde

Foto: Lucas Ninno/GCOM

A Prefeitura de Alto Paraguai (200,0 km de Cuiabá), optou por rescindir o contrato com uma médica devido ao seu comportamento inadequado com os pacientes. A profissional, contratada como pessoa jurídica em 2022 sem processo de licitação, prestava serviços como plantonista no Pronto Atendimento (PA) da cidade.

O comportamento da médica gerou várias reclamações de pacientes, que relataram falta de empatia, maus-tratos verbais, humilhações e atitudes grosseiras.

“Em razão das denúncias, a contratada foi notificada para que se manifestasse sobre os fatos. Contudo, as reclamações continuaram a ocorrer, e a conduta da profissional não se adequou às exigências éticas e de bom trato necessários ao atendimento médico”, diz trecho da rescisão.

Conforme o parecer jurídico, que fundamentou a rescisão contratual ressalta que a médica foi contratada para prestar serviços com qualidade, respeito e empatia, conforme os preceitos éticos e legais da medicina.

No entanto, as reclamações dos pacientes indicam que ela tem se comportado de maneira oposta, descumprindo suas obrigações contratuais.
Segundo o relato de uma moradora, em 14 de junho deste ano, ela entrou em contato com a direção do hospital, para informar que a médica atendeu uma paciente da zona rural com grosseria, deixando-a sem acompanhamento profissional.

Também relatou que a paciente preferia passar mal do que ser atendida pela médica.

“Já conheço Dra. trata a gente com grosseria e quando eu ligo no P.A e o Plantão é dela, me recuso a ir mesmo estando ruim” (sic).

“A rescisão contratual se mostra necessária para que haja o devido comprimento das cláusulas contratuais e para não gerar desgastes administrativos para a gestão administrativa da pasta da Secretaria Municipal de Saúde”, destacou a secretária de Saúde, Danielle Tavares.

Ela determinou que seja instaurado um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) para apurar a conduta da médica, bem como punições, caso as denúncias sejam comprovadas.

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Saúde

Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades

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Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.

De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.

A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.

Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.

Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.

Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.

A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.

Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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