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São Paulo vence o Criciúma e quebra sequência negativa no Brasileirão

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Após quatro jogos sem um resultado positivo, o São Paulo finalmente conseguiu a vitória ao derrotar o Criciúma por 2 a 1, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira (27.06). O jogo, realizado no Morumbis, foi marcado pelos gols de Alisson e Luciano para o Tricolor, enquanto Arthur Caíke descontou para o time catarinense.

O São Paulo, comandado por Luis Zubeldía, entrou em campo pressionado após a goleada sofrida contra o Vasco, mas mostrou uma postura aguerrida ao longo dos 90 minutos. O time não se acomodou com a vantagem construída logo no início do primeiro tempo e segurou a pressão do Criciúma até o apito final.

Com a vitória, o São Paulo chegou a 18 pontos e assumiu a sétima colocação no Campeonato Brasileiro, ficando logo atrás do G6, que garante vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Já o Criciúma, que aparece em 13º lugar com 12 pontos, se aproxima da zona de rebaixamento.

O próximo desafio do São Paulo será contra o Bahia, no Morumbis, no domingo, às 16h (de Brasília). A partida marcará o reencontro do Tricolor com o ídolo Rogério Ceni, atual treinador da equipe baiana. Já o Criciúma enfrentará o Internacional em casa, no mesmo dia, às 18h30. Será mais uma oportunidade para as equipes buscarem bons resultados no Brasileirão.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 1 CRICIÚMA  

Local: Morumbis, em São Paulo
Data: 27 de junho de 2024, quinta-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos (BA)
Assistentes: Alessandro Álvaro de Matos (BA) e Francisco Bezerra Júnior (PE)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

Gols: Alisson, ao 1 do 1ºT, Alisson, aos 22 do 1ºT (São Paulo); Arthur Caíke, aos 47 do 2ºT (Criciúma)
Cartões amarelos: Marquinhos Gabriel, Ronald, Newton, Claudinho (Criciúma); Arboleda, Luciano (São Paulo)

SÃO PAULO: Jandrei; Igor Vinícius, Arboleda, Alan Franco e Welington; Luiz Gustavo, Alisson (Galoppo) e Lucas (Juan); Luciano (Wellington Rato), Ferreira (Michel Araújo) e Calleri (Diego Costa). Técnico: Luis Zubeldía.

CRICIÚMA: Gustavo; Jonathan (Claudinho), Rodrigo, Maia e Marcelo Hermes; Barreto, Newton (Trauco), Ronald (Barcia) e Marquinhos Gabriel (Fellipe Mateus); Eder (Allano) e Arthur Caíke. Técnico: Cláudio Tencati

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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