Esporte
Fortaleza goleia o Palmeiras e quebra invencibilidade do Verdão no Brasileirão
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Na noite desta quarta-feira (26.06), pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Fortaleza surpreendeu e venceu o Palmeiras por 3 a 0 na Arena Castelão, em Fortaleza (CE). Os gols do Leão do Pici foram marcados por Lucero, que balançou as redes duas vezes, e Bruno Pacheco.
Com essa derrota, o Palmeiras perdeu sua invencibilidade de oito jogos na temporada, sendo cinco deles pelo Brasileirão. O time comandado por Abel Ferreira desperdiçou a chance de assumir a liderança e caiu para a quarta colocação, com 23 pontos, empatado com o Botafogo. O Flamengo, apesar de tropeçar diante do Juventude, manteve a liderança com 24 pontos.
O Jogo
O Palmeiras começou a partida com boas chances. Logo aos três minutos do primeiro tempo, Aníbal Moreno encontrou Mayke na área, que finalizou com perigo por cima do gol de João Ricardo. Pouco depois, Gabriel Menino teve uma boa oportunidade após um lançamento de Murilo, mas a bola desviou no goleiro e foi para fora.
Apesar das investidas iniciais do Verdão, foi o Fortaleza que abriu o placar aos oito minutos. Naves errou um passe no campo de defesa, Pikachu recuperou a bola e lançou Lucero no ataque. O camisa 9 do Leão venceu a corrida contra Murilo, driblou o zagueiro e finalizou de dentro da área para marcar.
Aos 22 minutos, Weverton salvou o Palmeiras de sofrer o segundo gol em uma finalização perigosa de Machuca. O Verdão ainda teve chances com Naves e Gabriel Menino, ambos de cabeça, mas não conseguiu converter. Nos acréscimos do primeiro tempo, Flaco López finalizou de fora da área, mas a bola passou perto do gol.
No segundo tempo, o Fortaleza ampliou o placar logo aos dois minutos. Pikachu, com espaço, encontrou Lucero na entrada da área, que bateu de primeira e mandou no ângulo de Weverton. Aos 28 minutos, Raphael Veiga obrigou João Ricardo a fazer uma defesa difícil, mas Rony estava impedido no rebote.
O terceiro gol do Fortaleza veio aos 23 minutos. Bruno Pacheco tabelou com Pedro Rocha, avançou entre Zé Rafael e Mayke, invadiu a área e bateu cruzado, acertando a trave antes de estufar a rede de Weverton.
O Palmeiras ainda teve algumas chances de diminuir o placar. Aos 31 minutos, Raphael Veiga cobrou uma falta direta, mas João Ricardo espalmou. Em seguida, Piquerez arriscou de fora da área após cobrança de escanteio, mas a bola foi para fora. Pikachu também tentou de fora da área, mas Weverton fez a defesa. Por volta dos 40 minutos, Dudu finalizou de fora da área, mas o goleiro do Fortaleza defendeu novamente.
A derrota do Palmeiras expõe algumas fragilidades defensivas que precisam ser corrigidas por Abel Ferreira. A equipe terá que se recuperar rapidamente para o clássico contra o Corinthians, enquanto o Fortaleza ganha confiança para seu próximo confronto contra o Juventude.
Próximos Confrontos
O Fortaleza volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Juventude, novamente na Arena Castelão, às 16 horas (de Brasília). Já o Palmeiras se prepara para o clássico contra o Corinthians, que será realizado na segunda-feira, dia 1º de julho, às 20 horas, no Allianz Parque. Ambas as partidas são válidas pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
FICHA TÉCNICA
FORTALEZA 3 X 0 PALMEIRAS
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 26/06/2024
Horário: 21h30
Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ) e Thiago Rosa de Oliveira (RJ)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
Cartão vermelho: nenhum
Cartões amarelos: Pedro Augusto e Brítez (Fortaleza); Rony, Aníbal Moreno e João Martins (auxiliar técnico) (Palmeiras)
Público: 28.631 torcedores
GOLS: Lucero, aos oito minutos do 1°T , e aos dois minutos do 2°T e Bruno Pacheco, aos 23 minutos do 2°T (FORTALEZA).
FORTALEZA: João Ricardo; Tinga, Emmanuel Brítez, Tomás Cardona e Bruno Pacheco; Pedro Augusto, Hércules, Zé Welinson (Lucas Sasha) e Pikachu (Felipe Jonatan); Imanol Machuca (Pedro Rocha) e Lucero (Renato Kayzer). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Estêvão), Murilo (Vitor Reis), Naves (Raphael Veiga) e Piquerez; Aníbal Moreno, Zé Rafael e Gabriel Menino (Flaco López); Mayke, Caio Paulista (Dudu) e Rony. Técnico: Abel Ferreira
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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