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Virada heroica coloca Atlético Mineiro na parte de cima da tabela

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Em uma noite de muita emoção no Nabi Abi Chedid, o Atlético-MG mostrou poder de reação e venceu o Red Bull Bragantino por 2 a 1, de virada, em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols da vitória atleticana foram marcados por Zaracho e Paulinho, ainda no primeiro tempo. Lucas Evangelista abriu o placar para os donos da casa.

Com o resultado, o Galo chegou aos 13 pontos e subiu para a sexta colocação, ultrapassando o próprio Massa Bruta, que caiu para a sétima posição, com 12 pontos. A vitória fora de casa coloca os comandados de Eduardo Coudet na briga pela liderança do Brasileirão.

O jogo começou movimentado e com o Bragantino buscando o ataque. Aos 25 minutos, a equipe da casa abriu o placar em uma bela jogada ensaiada. Helinho rolou para Lucas Evangelista, que acertou um lindo chute de fora da área, sem chances para Everson.

Atrás no placar, o Atlético-MG se lançou ao ataque e buscou o empate ainda na primeira etapa. Aos 42 minutos, Zaracho aproveitou uma falha da defesa do Massa Bruta, driblou o goleiro Cleiton e chutou para o gol vazio, empatando o jogo.

A virada atleticana veio pouco tempo depois, aos 44 minutos. Igor Gomes lançou Paulinho, que venceu a disputa com a zaga do Bragantino, invadiu a área e tocou na saída de Cleiton, marcando um belo gol e incendiando a torcida alvinegra presente no Nabi Abi Chedid.

No segundo tempo, o Bragantino voltou melhor e pressionou o Atlético-MG em busca do empate. O Galo, por sua vez, se fechou bem e apostou nos contra-ataques para tentar ampliar o placar. Aos 24 minutos, Cadu chegou a marcar o terceiro gol atleticano, mas o lance foi anulado após revisão do VAR, que identificou toque de mão do atacante.

Nos minutos finais, a partida ficou aberta, com chances para os dois lados. O Bragantino, porém, teve dificuldades para furar a defesa atleticana, mesmo com a expulsão de Eduardo Vargas, aos 46 minutos. O Galo também teve um jogador expulso, Rodrigo Battaglia, aos 55, mas conseguiu segurar o resultado e garantir a importante vitória fora de casa.

Próximos compromissos:

O Atlético-MG volta a campo na próxima segunda-feira (29), às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Palmeiras, na Arena MRV, em Belo Horizonte. Já o Red Bull Bragantino terá pela frente o Juventude, no domingo (28), às 18h30, no Estádio Nabi Abi Chedid.

FICHA TÉCNICA

RED BULL BRAGANTINO 1 X 2 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP)
Data: 11/06/2024
Horário: 21;30 horas
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (FIFA) (RS)
Assistentes: Maira Mastella Moreira (FIFA) (RS) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Rodrigo Nunes de Sa (VAR-FIFA) (RJ)
Cartões amarelos: Lucas Evangelista, Thiago Borbas, Juninho Capixaba, Nathan e Eduardo (Red Bull Bragantino); Everson, Saravia, Rodrigo Battaglia, Bruno Fuchs e Mauricio Lemos (Atlético-MG)
Cartões vermelhos: Eduardo Sasha (Red Bull Bragantino); Rodrigo Battaglia (Atlético-MG)
Gols: Lucas Evangelista, aos 25 do 1ºT (Red Bull Bragantino); Matías Zaracho, aos 42 do 1ºT, e Paulinho, aos 44 do 1ºT

RED BULL BRAGANTINO: Cleiton; Jadsom (Nathan), Eduardo Santos, Luan Cândido e Juninho Capixaba (Lincoln); Matheus Fernandes (Eduardo Sasha), Eric Ramires e Lucas Evangelista (Gustavinho); Helinho (Vinicius Mendonça), Thiago Borbas e Mosquera. Técnico: Pedro Caixinha

ATLÉTICO-MG: Everson; Saravia, Bruno Fuchs e Rômulo (Mauricio Lemos); Alisson Santana (Pedrinho), Igor Gomes, Rodrigo Battaglia, Zaracho (Igor Rabello) e Gustavo Scarpa; Paulinho e Cadu (Brahian Palacios). Técnico: Gabriel Milito

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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