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Botelho quer nova reavaliação da CCJ sobre projeto do Estado que obriga gravações de treinamentos de alunos militares

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), vai pedir aos membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Casa de Leis para que reanalise o projeto de lei que obriga gravações dos treinamentos do Corpo de Bombeiros e das polícias Militar de Mato Grosso.
O colegiado emitiu parecer pela reprovação da matéria, por ter um decreto do governador Mauro Mendes (União) que já estabelece o registro das aulas.
O parlamentar, no entanto, para que a medida não seja anulada pelos próximos governadores, acha ser mais seguro transformar o decreto em lei.
“Pedi para CCJ para refazer uma reavaliação nisso, uma vez que o Governo já fez o decreto, então não vejo que tenha nada de ilegal, não vejo que tenha nada que a assembleia não possa fazer, que o governo já vem fazendo”, destacou.
“Estamos apenas transformando algo que o governo já faz em lei para que fique permanente, para que não fique dependendo de alguém que chegue lá e possa mudar. Porque hoje é Mauro, amanhã pode ser outro, que tenha outro entendimento”, complementou.
A intenção é que o projeto seja encaminhado para votação em plenário na próxima quarta-feira (10).
A proposta foi apresentada pelo deputado Wilson Santos (PSD) depois da morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Lucas Veloso Perez, de 27 anos, durante um treinamento aquático na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, no início do ano.

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Comissão aprova obrigação do agressor pagar tratamento psicológico à vítima de violência doméstica

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o agressor a pagar os tratamentos de saúde mental da vítima de violência doméstica.

A proposta altera a Lei Maria da Penha para garantir que mulheres agredidas e seus dependentes tenham os custos de atendimento psicológico e apoio psicossocial assumidos pelo autor da violência.

Por recomendação da relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), foi aprovada a versão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para o Projeto de Lei 3524/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Justificativa
“O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 demonstra o agravamento de indicadores de violência contra a mulher, com recorde de feminicídios e violência sexual em 2024, o que evidencia a urgência de respostas sistêmicas que incluam proteção e recuperação das vítimas”, disse Sâmia Bomfim no parecer aprovado.

A redação original previa pensão mensal para o tratamento, que só passaria a valer após a condenação definitiva do agressor na Justiça (trânsito em julgado). Com o substitutivo, o juiz poderá determinar o pagamento de forma mais rápida, na fase de medidas protetivas e antes do término do processo criminal.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcia Becker



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