Economia
Entenda nova tabela progressiva do Imposto de Renda
Economia
A elevação da isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até dois salários mínimos, editada na última terça-feira (6), desencadeou uma série de mudanças para quem declara e paga o tributo. A mudança provocou alterações na tabela progressiva mensal.

Assim como em 2023, apenas o limite de isenção, que corresponde ao piso da tabela progressiva, foi elevado. As demais faixas de tributação permanecem sem mudanças desde 2015.
Oficialmente, o limite máximo da alíquota zero está fixado em R$ 2.259,20. No entanto, para garantir a isenção para quem recebe até R$ 2.824, equivalente a dois salários mínimos, haverá um desconto simplificado de R$ 564,80 da renda sobre a qual deveria incidir o imposto. Esse desconto corresponde à diferença entre os dois valores: limite de isenção e dois salários mínimos.
A Receita Federal esclarece que esse desconto simplificado é opcional. Para quem tem direito a deduções maiores pela legislação atual, como dependentes, pensão alimentícia, gastos com educação e saúde, nada mudará.
Confira a tabela progressiva mensal do IRPF, já com o desconto aplicado ao salário:
Base de Cálculo |
Alíquota |
Parcela a deduzir do IR |
|
Até R$ 2.259,20 |
Zero |
Zero |
|
De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 |
7,5% |
R$ 169,44 |
|
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 |
15% |
R$ 381,44 |
|
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 |
22,5% |
R$ 662,77 |
|
Acima de R$ 4.664,68 |
27,5% |
R$ 896 |
Fonte: Receita Federal
Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de terça-feira, a medida provisória já está em vigor. No entanto, para que o novo limite de isenção se torne definitivo, o texto precisará ser aprovado pelo Congresso em até 120 dias.
Desde maio do ano passado, o teto para a isenção de IRPF estava em R$ 2.640, correspondente a dois salários mínimos pelos valores de 2023. Caso a faixa de isenção não fosse corrigida, quem recebesse entre R$ 2.640,01 e R$ 2.824 pagaria alíquota de 7,5% sobre essa diferença.
Benefícios para todos
Segundo o Ministério da Fazenda, a elevação beneficiará diretamente 15,8 milhões de brasileiros. No entanto, a medida beneficia, de forma indireta, todos os trabalhadores com carteira assinada. Mesmo quem recebe mais que dois salários mínimos será beneficiado. Isso porque o Imposto de Renda é progressivo.
O contribuinte não paga imposto sobre a parcela correspondente à faixa de isenção. Na tabela, isso pode ser verificado pelos valores maiores da parcela a deduzir. Antes da mudança, esses montantes eram R$ 158,40 para a alíquota de 7,5%, R$ 370,40 para a alíquota de 15%, R$ 651,73 para a alíquota de 22,5% e R$ 884,96 para a alíquota de 27,5%.
Declaração
A mudança não afetará quem declarará Imposto de Renda neste ano. Isso porque o documento se refere ao ano-base 2023, com a tabela em vigor no ano passado. Impostos a mais retidos na fonte entre janeiro e abril de 2023, quando ainda vigorava a faixa de isenção de 2015, serão devolvidos ao contribuinte na declaração de ajuste, seja por meio de restituição maior ou de menor imposto a pagar.
A medida não afeta os microempreendedores individuais (MEI). A legislação para a categoria não mudou, com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 28.559,70 por ano. Esse valor está congelado desde 2015.
Esse foi o segundo aumento na faixa de isenção de cobrança do IRPF no atual governo. O primeiro ajuste ocorreu em maio de 2023. Na ocasião, o limite passou de R$ 1.903,98, em vigor desde 2015, para R$ 2.640.
Fonte: EBC Economia
Economia
Em 11 estados, desemprego está abaixo da média do país; veja quais
Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, de 5,4%. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Veja quais estados atingiram nível de desemprego abaixo da média nacional:
Santa Catarina: 2,1%
Mato Grosso: 2,2%
Espírito Santo: 2,3%
Rondônia: 2,6%
Mato Grosso do Sul: 2,7%
Paraná: 3,1%
Minas Gerais: 3,8%
Goiás: 4,0%
Tocantins: 4,1%
Rio Grande do Sul: 4,2%
Roraima: 5,0%
Média Brasil: 5,4%
Paraíba: 5,4%
São Paulo: 5,4%
Rio Grande do Norte: 5,6%
Maranhão: 6,0%
Pará: 6,2%
Distrito Federal: 6,5%
Acre: 6,6%
Ceará: 6,6%
Rio de Janeiro: 7,1%
Amazonas: 7,5%
Alagoas: 7,9%
Sergipe: 7,9%
Piauí: 8,3%
Pernambuco: 8,3%
Bahia: 9,1%
Amapá: 9,8%
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e de instrução da população.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, assinala.
Na média nacional, a taxa de 5,4% no segundo trimestre representa recuo em relação aos 6,1% do primeiro trimestre.
Já entre as unidades da federação, o desemprego diminuiu em 13 localidades. As demais ficaram estáveis.
Confira os estados que reduziram o desemprego no segundo trimestre.
Santa Catarina (-0,6 ponto percentual)
Maranhão (-0,9 p.p.)
Espírito Santo (-0,9 p.p.)
Mato Grosso (-0,9 p.p.)
Goiás (-1 p.p.)
Rondônia ( -1 p.p.)
Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)
Minas Gerais (-1,2 p.p.)
Alagoas (-1,3 p.p)
Tocantins (-1,5 p.p.)
Acre (-1,6 p.p.)
Paraíba (-1,6 p.p.)
Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Queda no desemprego longo
De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.
Negros e mulheres acima da média
O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).
Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).
A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
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