SUICÍDIO

Seminário na Câmara de Cuiabá discute o tema com enfoque preventivo

A secretária adjunta de Direitos Humanos, Cristiane Fonseca, disse que a depressão é uma das principais causas de suicídio.

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Assessoria Parlamentar

Doenças relacionadas à saúde mental levam, em média, cerca de 14 mil pessoas ao suicídio por ano no país. Contudo, o tabu em torno do assunto tem sido um empecilho das pessoas saberem como abordar, ajudar e reconhecer pessoas que passam por sofrimento psíquico que podem culminar em morte. Diante da importância do tema, a Câmara Municipal de Cuiabá e a Prefeitura de Cuiabá promoveram o 2º Encontro Municipal “Sua Vida Importa”.

O evento reuniu especialistas, médicos e profissionais que lidam com saúde mental. O presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), presidiou a mesa de honra que contou também com a presença do vice-prefeito, José Roberto Stopa (PV), a secretária adjunta de Direitos Humanos, Cristiane Fonseca, a secretária adjunta da Mulher, Elis Regina Prates e a voluntária e porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), Isaura Titon.

SECOM/CÂMARA

Chico 2000 destacou que em quase 20 anos como vereador ultimamente ele tem discutido temáticas, que não teve oportunidades ou a sensibilidade para participar. Ele reconhece que os homens têm dificuldades ou nada sabem sobre temas como violência doméstica, assunto debatido no Agosto Lilás, e o Setembro Amarelo, que aborda um tema sério como suicídio.

Ele destacou que o panfleto entregue na audiência o fez refletir sobre fatos vivenciado dentro da família dele e de amigos próximos, como um casal de amigos, em que a esposa viu o marido enforcado e não tinha conhecimento de que ele passava por algum problema de saúde mental.

“Não seja dramático. Pare de frescura. Sinal que tem algo errado com você. Essas afirmações que estão no panfleto são frases que eu já disse. Li o panfleto e por isso resolvi guardar o meu discurso. Repito, nós não sabemos nada, nós não conhecemos nada disso. Até então eu não havia me despertado pra um tema de tamanha importância. Eu estou extremamente feliz, porque esta é a terceira audiência que participo e me fez ganhar o dia”.

A secretária adjunta de Direitos Humanos, Cristiane Fonseca, disse que a depressão é uma das principais causas de suicídio. O Brasil é o 2º colocado com pessoas em depressão, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas é o 1º lugar em ansiedade.

“A depressão é ligada a mais da metade das tentativas de suicídio, muitas vezes é silenciosa e não percebida pela própria pessoa ou por familiares e pessoas próximas. A depressão pode levar ao suicídio quando a pessoa não recebe a devida assistência. É importante lembrar que não basta se interessar pelo assunto, mas temos que nos capacitar quanto às formas de abordar uma pessoa que manifesta alteração no humor, depressão ou qualquer vestígio ligado ao suicídio”.

A voluntária do CVV, Isaura Titon, destacou que a instituição tem 61 anos de atuação e se falar de prevenção ao suicídio é um tabu até hoje, no passado era ainda pior. Ela destaca que a rede de prevenção ao suicídio deve envolver todas as pessoas, não apenas comunidades da saúde, o CVV ou o Corpo de Bombeiros.

“É importante a participação da família, que é fundamental nesse apoio e reconhecimento. O CVV como instituição, o que ele oferece para a sociedade é um espaço de escuta onde a pessoa tem liberdade, ela tem liberdade para se expressar totalmente, ela vai ter anonimato, um espaço onde não há julgamento, a gente busca contato com empatia, sem crítica e sem preconceitos”.

Ela destaca que o Setembro Amarelo é fundamental para debater o assunto, ajuda a desmistificar o tema e que a ideia sobre o suicídio não é absurdo, ela pode ocorrer, mas existe ajuda. O número do CVV é o 188 e funciona 24 horas.

SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá

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Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli



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