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Relatório do TCE-MT aponta que 32 leitos de UTI estão disponíveis para tratamento do coronavírus em Cuiabá e VG

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Da Redação

Relatório técnico elaborado pela força tarefa do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) revelou que 32 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão disponíveis para atendimento exclusivo de pacientes acometidos pelo novo coronavírus (COVID-19) em Cuiabá e Várzea Grande.

O relatório foi elaborado pela Secretaria de Controle Externo (Secex) Saúde, no âmbito da força tarefa criada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, para auxiliar gestores de todo o estado no momento de enfrentamento ao novo coronavírus (COVID-19).

“Nesses dois dias, fizemos fiscalização in loco dos hospitais e pudemos constatar que temos à disposição para atendimento ao coronavírus, 32 leitos de UTI. Leitos completos com respiradores, equipamentos de proteção e equipes prontas, na região metropolitana. Em 15 dias, teremos mais 86 leitos de UTI, essa é a projeção que encontramos na rede de saúde”, afirmou o presidente do TCE-MT.

Além dos 32 leitos de UTI para tratamento de coronavírus em Cuiabá e Várzea Grande, a rede possui 132 leitos de enfermaria vagos, conforme relatório elaborado na quarta-feira (01).

“Com esses 32 leitos de UTI à disposição, reforça-se a tese de que as pessoas têm que ficar nas suas residências, ampliar o isolamento social, de resguardo em seus domicílios, para que a rede possa se preparar melhor e ofertar mais leitos de UTI”, alertou Guilherme Maluf, que além de conselheiro do TCE-MT, é médico.

Ao avaliar o trabalho preparatório do Estado e dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande para o enfrentamento ao coronavírus, Maluf considerou que é bom. “As nossas equipes puderam constatar que o Estado e a Prefeitura de Cuiabá estão fazendo um bom trabalho, treinando suas equipes, melhorando leitos para receber os pacientes. Tem uma expectativa boa de suprirmos os leitos necessários, porém há necessidade de mais tempo”, confirmou.

O relatório demonstra ainda que os leitos de UTI estão disponíveis no Hospital Júlio Muller, Santa Casa, Hospital Metropolitano e no antigo Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). Em relação aos ventiladores pulmonares, são 37 disponíveis em reserva para o atendimento exclusivo aos pacientes com coronavírus e 87 em manutenção.

Em relação aos insumos básicos para o pleno atendimento dos pacientes, o relatório aponta que são suficientes as máscaras cirúrgicas, luvas cirúrgicas, álcool 70 ou gel, protetores faciais, aventais e toucas.

Sobre os profissionais de saúde para o atendimento aos acometidos pelo novo coronavírus, o relatório mostra que 231 médicos e 810 técnicos e enfermeiros estão disponíveis.

Já em relação à criação de unidades para atendimento de pacientes acometidos pelo COVID-19 nos próximos 15 dias, está prevista a entrega de 30 leitos de UTI no Hospital Metropolitano, 40 na Santa Casa e 16 no Júlio Muller. Em relação aos leitos de enfermaria, estão previstas as entregas de 180 no Hospital Metropolitano, 40 na Santa Casa e três no Júlio Muller.

Ainda para o mês de abril, está programada a entrega de sete leitos de UTI em hospitais de Várzea Grande e em maio, mais 39 leitos de UTI e 34 de enfermaria no antigo Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC).

Na última segunda-feira (30), o TCE-MT já havia informado que a força tarefa iria fiscalizar a disponibilidade dos leitos que vem sendo informados pelo Poder Executivo para atender pacientes vítimas da doença. A medida foi anunciada pelo presidente Guilherme Antonio Maluf, após reunião com o governador e os chefes de Poderes.

Foto: TCE-MT
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CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota

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O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.

“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.

O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações. 

“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.

Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.

Tarifas

As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%). 

No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.

Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.

No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:

Nota à Imprensa

Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.

Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.

O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.

Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.

O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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