Política
Prefeitura de Sinop inicia desinfecções de espaços públicos
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Da Redação
Com o objetivo de conter a disseminação do COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, a Prefeitura de Sinop, juntamente com o Corpo de Bombeiros e a Águas de Sinop, iniciou nesta quarta-feira, dia 01/04, a desinfecção biológica dos espaços públicos (praças, parques e Unidades Básicas de Saúde) da região central do município. Conforme a prefeita Rosana Martinelli, a ação tem um cronograma e deve atingir outros pontos da cidade também.
“Nós vamos estender os trabalhos de desinfecção por vários locais públicos, inclusive postos de saúde, rodoviária e aeroporto. Mas nós reiteramos o pedido de que a população evite sair de casa e não se aglomere. Precisamos que todos tenham consciência. A prevenção, neste momento, é o melhor tratamento”, orienta a prefeita.
A gestora, ainda, lembra que existem diversas outras ações com foco no mesmo propósito. “Nós estamos com parte do comércio fechado, seguindo o decreto estadual. Há uma fiscalização para que isso seja feito. Estamos com equipes recolhendo pessoas das ruas e dando auxilio às famílias carentes. Temos campanhas de conscientização. Fechamos várias parcerias para a produção/doação de álcool em gel, confecção de máscaras e outros. São vários trabalhos que a Prefeitura está fazendo para que o coronavírus não se propague na nossa cidade”, declara Martinelli.
Para o coronel do Corpo de Bombeiros, Giovani Eggers, a ação é de fundamental importância. “O inimigo está batendo na nossa porta, e nós precisamos se conscientizar. As pessoas acham que as coisas só acontecem com os outros. As entidades estão trabalhando em conjunto, fazendo a sua parte, mas precisamos também que a população faça a parte dela. Esta ação é para a lavagem e desinfecção das áreas que têm concentração de público. Depois da limpeza os espaços (praças/parques) serão lacrados e não será permitido o acesso. Nós só temos a agradecer ao poder público e agora esperar um resultado satisfatório, onde quem sai ganhando é a população sinopense”, afirma Eggers.
A coordenadora de Tratamento e Qualidade da Águas de Sinop, Priscila Decome, explica que desinfecção está sendo feita com o hipoclorito de cálcio 65%. “O uso de produtos para limpeza e desinfecção de superfícies e ambientes é um aliado importante para prevenir infecções. A solução disponibilizada para a sanitização é propicia a eliminação dos organismos patogênicos, através de substâncias oxidantes, presente no produto. Esses agentes desinfectante devem ser utilizados para limpeza e desinfecção de utensílios e de locais onde há possíveis vírus patogênicos, como o do coronavírus”, detalha.
Os trabalhos de limpeza iniciaram pelas áreas de parques e academias localizadas na proximidade do Cemitério Municipal (Avenida da Saudade), Praça da Bíblia (Avenida dos Jacarandás com Avenida Júlio Campos) e redondo em frente ao Posto Paraná (Avenida Itaúbas). Também serão higienizados os espaços públicos do Alto da Glória, Sebastião de Matos, Vila Mariana, Belo Ramo (escola), Vila América, Menino Jesus, Pérola, Pequena Londres, Dauri Riva, Maringá, Primaveras (associação), Recanto dos Pássaros, Estádio, redondo das Palmeiras com Itaúbas.
Por fim, a desinfecção será realizada nos setes postos de saúde que estão fazendo atendimento específico de pessoas com sintomas gripais. O trabalho nestas unidades será realizado em horários diferenciados, no momento que não houver público no local.
Foto: Ademir Specht/Prefeitura Sinop
Política
CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.
“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.
O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações.
“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.
Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.
Tarifas
As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%).
No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.
Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.
No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:
Nota à Imprensa
Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.
Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.
O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.
Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.
O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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