Política
APROSMAT: sustentabilidade vira ação judicial
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Da Redação
O Acordo Extrajudicial firmado pelo INDEA, SEMA, SFA (Superintendência Federal da Agricultura), representando o Mapa (Ministério da Agricultura), Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde, apoiada pelo Instituto Agris, e Aprosoja, virou ação judicial.
Para maior surpresa, a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) entrou com um pedido de intervenção para ser assistente simples do governo na Ação Ordinária por Obrigação de Fazer contra Estado de Mato Grosso, na qual a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) requer cumprimento de acordo para a realização de nova pesquisa científica de plantio de soja de dezembro e fevereiro, sendo que a pesquisa anterior indicou uma redução de mais de 50% de defensivos agrícolas (fungicidas e inseticidas), se feito o plantio em fevereiro.
“Por várias vezes a Aprosoja questionou sobre este assunto, inclusive propôs à própria Embrapa de se fazer uma pesquisa para poder demonstrar que a data limite do plantio em 31 de dezembro é o pior período, no sentido de medida fitossanitário ou risco ambiental. A qual sempre se negou a fazê-la”, diz Antônio Galvan, presidente da Aprosoja.
Após recomendação do Ministério Público o Indea suspendeu a autorização da pesquisa, notificando a Aprosoja somente no dia 17/02 da decisão de cancelamento.
A Aprosoja ajuizou ação com pedido de liminar para assegurar a obrigação do Estado de autorizar e manter a pesquisa científica e, antes da citação do Estado, a Aprosmat pediu para participar da ação. Curiosamente, a Aprosmat já responde a SIMP n.° 012710-001/2019, procedimento interno do Ministério Público, por suposta renúncia fiscal, sendo encaminhada à Procuradoria Geral de Justiça para o Núcleo de Defesa do Patrimônio Publico e Probidade Administrativa, a fim de apuração de ilegalidade, arrecadação e gestão do Fundo Mato-grossense de Apoio a Cultura da Semente (FASE), pela própria entidade de semente do Estado.
A Aprosmat pediu intervenção por assistência simples ao Estado de Mato Grosso e utiliza dos mesmos argumentos do Ministério Público, atacando o Acordo Parcial Extrajudicial para realização de pesquisa científica firmado por meio de procedimento de mediação junto à Câmara de Mediação (Amis), arguindo nulidade.
Aliás, sustentou ainda a extinção, por meio de Decreto expedido pelo Governo Bolsonaro, da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal, composta por órgão público, entidades interessadas e comunidade científica regional, cuja atuação era por consultoria e deliberação. Eventual atuação da extinta comissão de defesa sanitária vegetal suprimia obrigação estatal na criação do Comitê Estadual de Combate a Ferrugem Asiática, agindo em descumprimento da Normativa Federal 002/2007.
A Comissão, inclusive, mascarava a ilegalidade da Instrução Normativa do Estado, ao sustentar por meio de consultoria e deliberação, posicionando-se sempre por meio de nota técnica e posicionamento, e não por pesquisa em omissão estatal, contrariando a obrigatoriedade de pesquisa científica, desde 2007, e em descompasso com a Normativa Federal.
A “assistente do governo”, ainda, menciona trecho de fala do Chefe da Embrapa Sinop, Austerclinio Farias, que participou do procedimento de mediação, e de forma reiterada manifesta o desinteresse na realização da pesquisa científica.
Em manifesto posicionamento pela manutenção da calendarização e da INSTRUÇÃO NORMATIVA SEDEC/INDEA N.° 002/2015, a Aprosmat posiciona-se contrária à realização da pesquisa científica, mas sem demonstrar razões de interesse fitossanitário.
Sustentada pela ilegalidade, a Instrução Normativa 002/2015 beneficia diretamente obtentores de sementes e as indústrias de agrotóxicos.
Por tal razão, em resposta à Recomendatória, a advogada Paula Boaventura requereu à Promotoria Especializada de Meio Ambiente providências e medidas cabíveis quanto aos artigos 4.º e 7.º da Instrução Normativa Sedec/Indea n.° 002/2015, por flagrante ilegalidade.
No entanto, a Promotoria de Meio Ambiente manteve a Recomendatória fundamentada no artigo ilegal da Instrução Normativa 002/2015 – art. 7.º, requerendo a redução da área de campo experimental, de forma a intervir na metodologia científica avaliada e autorizada pelo Ministério da Agricultura.
“Sem adentrar ao mérito da legalidade da referida norma, o que não cabe naquele momento, certo é que a Instrução Normativa é um ato meramente administrativo, e como tal, está sob o poder de autotutela da administração pública, cabendo ao Estado, enquanto autor do referido ato, revê-lo se eivado de algum vicio ou nulidade“, argumentou o MP.
A Aprosoja também ajuizou outras ações para questionar as ilegalidades, já que os produtores estão sendo multados pelo Indea e o Ministério Público ajuizou ações civis públicas para a destruição dos campos experimentais, com pedido de multa de até R$ 500 mil reais.
A Aprosoja ainda reforça que a dita pesquisa científica foi objeto de acordo firmado entre INDEA/MT e Aprosoja nos autos de SIMP Nº 000955-023/2018 quando junto ao Promotor de Meio Ambiente, Dr. Joelson Maciel Campos que também afirmou a necessidade da pesquisa científica.
A Aprosoja aguarda decisão da Justiça.
Foto: Aprosmat
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Sessão especial destaca importância da imprensa na promoção do turismo
Os 69 anos da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet) foram celebrados em sessão especial do Senado nesta sexta-feira (14). No evento, os oradores ressaltaram a importância da imprensa especializada para a economia, a cultura e o desenvolvimento dos destinos brasileiros.
A sessão atendeu a requerimento (RQS 407/2026) do senador Eduardo Gomes (PL-TO). A reunião foi conduzida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e contou com a presença de dirigentes da entidade, jornalistas e autoridades do setor.
Na abertura dos trabalhos, Damares ressaltou o papel histórico da associação no fortalecimento do turismo e no incentivo ao crescimento econômico do país. A senadora enfatizou que o trabalho da imprensa especializada ajuda a divulgar o potencial do Brasil tanto internamente quanto no exterior.
— Esta sessão especial é o reconhecimento público de uma trajetória dedicada à informação de qualidade, à valorização do turismo nacional e à defesa do jornalismo especializado como instrumento de desenvolvimento econômico, cultural e social no Brasil — destacou Damares.
Inovação digital
O presidente nacional da Abrajet, Luiz de Sousa Pires, retraçou a história da entidade, criada em 29 de janeiro de 1957 no Rio de Janeiro. Atualmente, a associação reúne mais de 200 profissionais em 20 estados e no Distrito Federal, alcançando mais de 140 veículos de comunicação, entre jornais, revistas, rádios, emissoras de TV e portais digitais.
Pires apresentou o workshop “A Nova Rota do Jornalismo de Turismo”, iniciativa promovida pela associação para capacitar jornalistas regionais no uso de inteligência artificial, otimização de buscas e estratégias de comunicação digital. Ele também destacou o início dos preparativos para o aniversário de 70 anos da entidade, em 2027.
— O jornalista sempre foi reconhecido como criador de conteúdo, influenciador e referência na divulgação da notícia com credibilidade. Mas hoje os desafios para ocuparmos o nosso devido espaço são grandes — ressaltou.
Gastronomia paulistana
Representando a prefeitura de São Paulo, o secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes de Souza, apontou que a capital paulista recebeu 47 milhões de visitantes no último ano, dos quais, segundo ele, mais de 3 milhões eram estrangeiros. Lopes ressaltou a força da gastronomia local e agradeceu o apoio do Senado na aprovação de operações de crédito para investimentos públicos na cidade, como a ampliação da frota de ônibus elétricos.
— É muito importante a gente ter o apoio da mídia, ter o apoio de todos os jornalistas que cobrem o setor, para que a gente consiga vender o que existe de melhor dentro das nossas cidades e do nosso Brasil.
Defesa do turismo
O ex-presidente da Abrajet e membro do Conselho Nacional do Turismo, Antonio Claudio Magnavita Castro, cobrou vigilância contra o turismo sexual e a exploração da imagem feminina na promoção turística, e, citando o Airbnb, criticou a atuação de plataformas de hospedagem temporária.
— Esta solenidade homenageia uma entidade que tem uma capilaridade nacional. É muito importante que a gente não deixe passar em branco este momento, porque a força da Abrajet está, sobretudo, nas campanhas que abraça na defesa do turismo nacional — pontuou.
A mesa da sessão especial foi composta também pelo presidente da Abrajet em Minas Gerais, Antônio Claret Guerra, e pela presidente da Abrajet em São Paulo, Miriam Petrone.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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