"PLANEJAMENTO"

TCE-MT e AMM avançam no debate sobre Planejamento Estratégico para prefeituras do estado

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Política

Secretaria de Comunicação/TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, e o supervisor da Escola Superio de Contas, conselheiro Waldir Teis, se reuniram na tarde desta segunda-feira (21) com o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, para tratar sobre o Planejamento Estratégico das prefeituras do estado. O projeto, desenvolvido em parceria pelas duas instituições, é voltado à melhora no desenvolvimento de políticas públicas a longo prazo.

Sendo assim, a partir do planejamento, os gestores terão à disposição uma ferramenta com eixos e metas já estabelecidos para a melhora das políticas públicas de saúde, educação, infraestrutura, economia e assistência social, por exemplo. “É um grande desafio para o TCE, mas tenho certeza que vai valer a pena, porque vamos melhorar e tornar mais eficiente a administração pública”, destacou o presidente.

De acordo com José Carlos Novelli, a proposta envolve outras ações já em andamento na Corte de Contas, como a capacitação de gestores municipais de todas as 141 cidades de Mato Grosso. “Estamos alinhando para iniciarmos um programa de governança e planejamento estratégico incluindo 100% dos municípios, dos quais 50% dos servidores serão capacitados em 2022 e os outros 50% em 2023”, explicou.

O presidente adiantou ainda que o trabalho se estenderá às Câmaras Municipais, por meio de uma parceria com a União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), refletindo em benefícios para a população em diferentes áreas. “Desde a posse nós assumimos o compromisso com a sociedade mato-grossense de que iríamos priorizar a administração pública municipal.”

Neurilan Fraga, por sua vez, disse que o planejamento estratégico estabelecerá um período de 12 anos para o cumprimento das metas de cada gestão. “O planejamento não é para o prefeito, é para os municípios. Se o gestor está no segundo mandato, vai ter que utilizar o plano já no seu final de mandato. Depois, quem vier a substituí-lo, receberá o planejamento definido a partir dessa parceria.”

Na ocasião, ele também destacou o caráter orientativo assumido pelo TCE-MT. “Com essa nova proposta do TCE, sobre como trabalhar com os jurisdicionados a partir da transferência de conhecimento para os gestores municipais e suas equipes, acreditamos que haverá muito menos irregularidades, uma vez que, estando os profissionais preparados, a chance de cometer erros é menor.”

Na última semana, a Corte de Contas deu início às discussões para elaboração do Plano Bianual de Capacitação dos Gestores Públicos do estado junto à Escola Superior de Contas e a AMM. Sobre o projeto referente ao planejamento estratégico dos municípios, a proposta deverá ser apresentada aos prefeitos em reunião agendada para 25 de março no TCE-MT.

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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